Mitos Sexuais Masculinos, saiba mais sobre a sexualidade do homem

São poucas as informações que achamos por aí a respeito da sexualidade masculina, então, vamos falar um pouco mais sobre isso!
As informações que vamos conversar aqui foram obtidas com o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr.

A maioria dos homens, independentemente de qualquer coisa, tem seu comportamento sexual afetado negativamente por mitos ou falsas ideias sobre sexo. Por causa disso muita infelicidade sexual cai sobre estes homens, como problemas, inadequações e disfunções sexuais.
É quase impossível para um homem crescer em nossa sociedade sem assimilar um grande número de idéias que dirigem e dirigirão sua vida pelos anos afora. Muitas dessas idéias são até ridículas ou são falsas concepções sobre o sexo e a vida sexual. De qualquer forma, muitas destas idéias ou conceitos são assimilados conjuntamente ao sentir-se homem. Desta forma anexado à identidade masculina, as expressões sexuais parecem ser parte inerente do ser homem e trazem muita dificuldade em serem discutidas racionalmente, visto que foram assimiladas e aprendidas quando não existia pensamento crítico na criança.
O primeiro mito sobre o sexo do homem é o de que homem não tem nenhum defeito na área sexual. Em outros campos do comportamento humano, afirmações assim podem até ser encaradas como loucura! Na realidade, a maioria dos homens, se pudessem ser honestos consigo mesmos, admitiriam que sentem alguma inadequação sexual. Estas inadequações acontecem devido à comparação entre o que o homem realmente é e o que ele sente que deveria ser ou desejaria ser.
O condicionamento dos homens se dá desde a mais tenra infância, quando ele é ensinado e aprende (também por imitação) como um “verdadeiro macho” deve ser. E sexualmente o homem aprende que deverá ser um super-homem sexual, um maravilhoso atleta que saciará sempre e de todas as formas toda e qualquer mulher durante toda a sua vida!
E como são os mitos sexuais mais comuns ao homem?                                                   
A seguir vamos desdobrar os mitos que tanto fazem sofrer homens, às vezes calados, às vezes conseguindo vencer preconceitos.
Mitos sobre o pênis: O pênis por ser um órgão de prazer para o homem, e ter sido conhecido desde sua infância como a parte mais importante de seu corpo, é a que mais traz mitos sexuais.
Mito 1 – Quanto maior, melhor…

A maioria dos homens, até finalmente crescerem ou desistirem deste pensamento, é insatisfeita com o tamanho do próprio pênis. A dura realidade é‚ que o que interessa mesmo é como o homem usa este pênis e quanto prazer este realmente dá a este homem. Na verdade, o tamanho do pênis não é tão importante para o prazer, melhor dizendo, ele não é, em nada responsável pelo prazer do homem ou da mulher. Claro que existem exceções para o tamanho. Um pênis não pode ser muito grande (por exemplo acima de 20 cm, ou como aquele famoso negro americano com seus 45 cm de falo sem rigidez), mas também não pode ser muito pequeno (menor do que os 5 cm em ereção). O importante quanto ao tamanho é poder penetrar a parceria sexual (se este é o interesse da pessoa ou casal). No geral as mulheres não prestam muita atenção para o tamanho do pênis. O que conta para a mulher é o como o homem sabe fazer amor, os aspectos emocionais, aquilo que para elas é literalmente fazer amor! O carinho que acompanha o sexo, o antes e o depois com atenção e compreensão. Claro que também deve importar o prazer do orgasmo, mas os homens não são os reais responsáveis pelo prazer orgásmico da mulher, apenas ajudam…
Se o homem preocupa-se com o tamanho do pênis, isto interferirá com a satisfação sexual, e o pior, com seu desempenho sexual, com sua ereção ou capacidade de segurar a ejaculação. Poderá chegar ao pior: a impotência ou o gozo rápido sem controle.
A preocupação com o tamanho do pênis é uma forma neurótica de não prestar atenção no que interessa do sexo: o relacionamento gostoso com quem se deseja!
Embora cada homem que tenha estas preocupações tenha medo de admitir, este é um distúrbio neurótico. Neurótico porque impede o objetivo final e mais importante que é o relacionamento sexual a dois e a obtenção de prazer.
A fantasia de ter um pênis maior só leva à angústia e sofrimento que impede o homem de ser feliz e procurar um relacionamento humano e satisfatório.
Há muito pouco a fazer com o pênis e seu tamanho. O melhor é aprender a como alcançar de dar prazer com o que temo. Isto é real, o resto é fantasia!
Mito 2 – Um homem faz sexo a qualquer momento que queira.

Há partes do corpo que fazem o que mandamos, mas existem partes do corpo que não fazem do jeito que ordenamos. Quando queremos levantar o braço, é só levantar. O pênis não obedece como o braço, pois é diferente. Assim como o funcionamento dos pulmões e fígado ou rins, o pênis não é comandado pela mente de forma direta.
Um homem não pode ter uma ereção a qualquer momento. A maioria dos homens não terá ereções em situações que serão constrangedoras, por exemplo, estar exposto numa vitrine de uma loja de departamentos, nu, esperando ter uma ereção, pois, a maioria dos homens já não conseguiria…
O que é difícil de acreditar é que nosso corpo não é dirigido nesta ora. A ereção pode ser facilitada, mas não controlada totalmente pelo pensamento. Mas o pensamento pode atrapalhar a ereção!
O pênis não entrará em ereção se não acontecerem coisas que facilitem esta ereção. Da mesma forma que um carro precisa de uma bateria para o motor pegar, o pênis precisa de alguma coisa dentro (e fora) da pessoa que permita que ele entre em ereção.
O que será preciso para acontecer a ereção dependerá de cada homem e mudará bastante com a idade. Sempre tem-se que aprender as possibilidades.
Mito 3 – Sem ereção não há sexo.

Quando temos este pensamento na cabeça, não haverá nem ereção, e é isto o que acontece com muitos homens impotentes.
Claro que o sexo pode existir sem a ereção. O sexo sempre irá acontecer entre um casal onde há o amor. Com quem amamos o sexo tem várias formas, e um casal precisa destas várias formas de expressão do sexo. Sem estas outras formas de expressão sexual, um casal provavelmente deixará de existir e o homem nunca saberá o que aconteceu. Mas isto é quase impossível para alguns homens, e a insistência com a ereção poderá acabar com tudo, pois sem a ereção este homem, tão preocupado, não dará atenção às necessidades e desejos de carinhos de sua amada.
A única utilidade da ereção é a penetração. O homem não precisa nem da ereção para ter seu prazer. A ejaculação pode acontecer sem ereção!
Também a mulher não precisa necessariamente da ereção do pênis para ter seu orgasmo.
Os mitos machistas
Mito 1- O “verdadeiro homem” não pode mostrar seus sentimentos.

Quando mostra o que sente muitos homens acreditam que ficarão sentimentais, fracos, femininos, ou muito pior, pois acreditam que o “verdadeiro homem” deve controlar suas emoções. Controlar as emoções é anormal, é doentio e provoca doenças no homem (por exemplo, facilita os ataques do coração). Este mito causa, provavelmente, mais infelicidade ao homem, do que qualquer outra falsa concepção, e certamente é causa de muitos casamentos fracassarem ou não permitirem felicidade.
Até mesmo os animais são sensíveis o bastante para expressarem e demonstrarem seus sentimentos. O homem que sempre se sentiu mais evoluído, deixou de sentir e expressar? Claro que não pode ser assim, claro que expressar o que sentimos é uma das qualidades humanas pois podemos expressar os sentimentos de muitas mais formas além das que os animais utilizam.
Mito 2- O “verdadeiro homem” está sempre com desejo e pronto para o sexo.

Ao vermos assim escrito, parece tão ridículo, pois nunca poderíamos defender esta ideia em sã consciência, é insensato. Infelizmente, muitos homens acreditam nisto e agem segundo esta ideia. Muitos homens esperam estar constantemente aptos para procurar situações sexuais, não importando se estão muito ocupados ou se estão extremamente cansados. Infelizmente, desprezando suas capacidades físicas, muitos homens tentarão ir além de seus físicos, achando que sexualmente poderão ser adequados, pois acreditam que será assim! Acreditam que poderão ter um bom desempenho sexual e se satisfazer, e esperam que possam satisfazer a outra pessoa!
Os homens, mesmo que esteja muito bem de saúde, com muito tempo livre, e com muito desejo de sexo, ainda assim destinará apenas uma pequena parte de seu cotidiano para o sexo. Mesmo pensando muito em sexo, haverá pouco tempo destinado a fazer coisas sexuais se compararmos com o trabalho, por exemplo! E mesmo estando com desejo sexual íntegro e adequado, ainda deverá falhar sexualmente se as condições em que fizer sexo forem desfavoráveis.
Mitos sobre a idade
A idade do homem provoca dois mitos sexuais opostos, e que estão arraigados na maioria das pessoas.
Mito 1- Ao envelhecer, não há qualquer mudança no interesse sexual do homem, nem na resposta ou desempenho sexuais.

Embora poucos homens concordassem com isso quando falamos desta forma, muitos agem como se acreditassem que sempre se manterão jovens.
Os homens preocupam-se quando, a partir dos 45 anos a ereção peniana demora mais para acontecer, não conseguem ereção totalmente rígida se não se estimularem diretamente no pênis, e perderem a ereção rapidamente se a parceira parar de brincar com o pênis. Os homens não sabem que estas mudanças são normais, inevitáveis, e que não devem se preocupar com isso. Em verdade, o homem deveria estar desenvolvendo outras formas para o relacionamento sexual para superar estas “dificuldades”.
Mito 2- Envelhecendo você perde o interesse no sexo e não conseguirá mais fazer sexo.
Quantos e quantos homens inteligentes que continuam acreditando nisso… E o pior é que se um homem acredita nisso como uma verdade, verdade será mais tarde em sua vida. Assim se mostra o poder de nossas crenças, realizam-se, mesmo não sendo verdadeiras.
Com o envelhecer o homem precisar aprender a adequar-se e integrar-se às modificações que o corpo vive. Com certeza não seremos com 60 anos de idade o que formos fisicamente com 20… mas muito pode ser feito. Primeiramente aprendermos a lidar com este envelhecimento. Depois precisamos desenvolver comportamentos sexuais que talvez não existissem antes e que permitirão continuar tirando prazer deste esquema.
Um homem que se acha feliz com 70 ou 80 anos de idade é o que continua a fazer sexo e fez modificações de seu comportamento e adaptou-se às novas necessidades e diferenças!!!
Mitos sobre fazer amor
Os seguintes mitos sobre o fazer o amor representa apenas uma pequena parte de um número muito grande de crenças irracionais e mitos.
Mito 1- A habilidade em se fazer amor é inata e a desenvolvemos naturalmente.
Parece que o homem acredita nisto por ser o sexo uma função normal do corpo físico. As coisas não são bem assim. Um homem sábio, disse um dia, que o fazer amor é igual a tocar violino com toda a técnica necessária, e que é preciso tanto ensino quanto prática para funcionar bem. Sexo é assim. Nosso corpo permite fazer sexo, mas é preciso aprendermos como e treinarmos para que o sexo seja bem feito. Não adianta ficar à espera de que o corpo funcione.
É muito difícil a muitos homens acreditarem que precisam aprender a serem sensuais e eróticos. Dói muito aos homens reconhecerem que não são tão sexualmente bons e que seus desempenhos sexuais não tão inatos como gostariam que fossem. Dói aos homens assumirem a responsabilidade sobre seus comportamentos sexuais… mas é a saída para muitos problemas!
Mito 2- Sexo deve ser espontâneo.
Se alguém acreditar nisso não há lugar para qualquer atividade sexual premeditada. Um homem nunca poderia procurar uma prostituta (seria premeditado…). Um casal não poderia por as crianças para dormir, ou mandá-las para a casa dos avós com a intenção de virem a fazer sexo… Ninguém poderia se arrumar, vestir-se bem e perfumar-se para sair sábado à noite… Não há nada de errado com o sexo espontâneo, com o sexo impulsivo. Agora, é importante não se fechar as portas para as formas prazerosas de se fazer sexo planejado ou preparado! As mulheres também se preocupam muito com estas idéias e às vezes perdem grandes oportunidades pois as consideram não naturais. Oras o natural do ser humano é o humanamente construído, feito com o propósito desejado, e não por acaso!
Mito 3- O mais importante o desempenho perfeito na hora do sexo.

Muitos homens passaram por uma lavagem cerebral para poderem acreditar que suas qualidades masculinas estão relacionadas com sua capacidade no desempenho do sexo. Esta atitude sobre o desempenho atinge o sexo de forma terrível, pois o homem passará a se preocupar com coisas que trarão problemas:
·         quanto tempo tem que durar o coito;
·         quantas vezes o homem tem que conseguir fazer sexo na mesma noite;
·         quantas posições temos que executar;
·         temos que ter técnicas sexuais complexas e até difíceis de executar;
·         O homem espera ser “bom” o bastante para levar sua parceira ao orgasmo antes que ele ejacule…
Enquanto o homem está ocupado com tudo isso, ele não estará ligado com suas emoções e sensações e na própria parceira. Se este homem não puder dar atenção a suas sensações físicas de prazer e suas emoções, não poderá aproveitar verdadeiramente o momento sexual. Estará pensando mais do que sentindo.
Além do mais, se o homem achar que seu desempenho não atinge suas expectativas, ele sentirá raiva, ansiedade e ficará muito chateado consigo mesmo! Estes sentimentos estragarão o prazer e farão o desempenho pior. Assim se criará um ciclo vicioso sem controle e com muitos outros problemas na esfera da sexualidade e dos relacionamentos amorosos.
A verdade é que o que realmente conta é dividir o momento de intimidade, único, físico e emocional com alguém a quem se ame, ou no mínimo confie e goste.
Mito 4- Durante o sexo o macho é responsável pela excitação e pelo orgasmo da parceira.
Homem e mulher são iguais e tem direitos e responsabilidades iguais no sexo. Oras é claro que existem diferenças, e “Viva a diferença!”. Mas quanto a responsabilidades, estas devem ser repartidas por várias razões.
Não há qualquer razão que nos leve a pensar no homem como o responsável por tudo o que acontece durante ato sexual. São duas pessoas fazendo sexo, cada uma tem seu papel e, mais do que isso, cada uma sabe lá dentro o que necessita e deve fazer para obter prazer. Cada uma fará sexo da forma que sente que pode fazer sexo. As pessoas fazem sexo da mesma forma como fazem outras coisas.
Cada um, homem e mulher saberá como o sexo que precisa.
Mito 5- Sexo deve levar ao orgasmo.
Mito 6- Uma vez começado o sexo, ele deve continuar até ambos terem orgasmos.
Mito 7- Um homem e sua parceira devem alcançar o orgasmo ao mesmo tempo.
O orgasmo é uma preocupação para homens e mulheres na atualidade.
É impossível a muitos homens pensar que uma pessoa possa começar a fazer sexo e parar sem que tenha tido orgasmo. Mas o sexo não deixa de ser bom, mesmo que aconteça sem que venha a ter ejaculação e orgasmo.
Estes mitos atingem a maior parte das pessoas, embora mais homens acreditem nele do que as mulheres.
É muito normal uma pessoa querer ter o contato sexual e não necessariamente ter orgasmos. O prazer obtido com a intimidade pode ser o que se deseja. Se assim for o orgasmo não será buscado. O importante ‚ que a pessoa saiba, de verdade, se deseja orgasmo ou apenas intimidade.
Envelhecendo, os homens precisam menos do orgasmo para se sentirem recompensados sexualmente. Muitos idosos dizem que se sentem, e por isso desejam o coito, mas não estão interessados em orgasmos. Não há nada de errado nisso. Se os parceiros sexuais sentem que devem ter orgasmos sempre que fizerem sexo, estarão se forçando, e isto causará problemas, mais cedo ou mais tarde. Muitos homens acreditam, erroneamente, que uma vez que estimulação sexual comece, deve continuar sem interrupção até o orgasmo.
A ideia de que durante o sexo, um ou ambos parceiros gostariam de descansar um pouco, ou ouvir alguma música, ou mesmo dormir, antes de continuar o sexo, é incompreensível para algumas pessoas.
O orgasmo simultâneo um mito absurdo e destrutivo e precisa ser desfeito com urgência. Mesmo na atualidade, quando a maioria dos homens cultos e educados reconhecem racionalmente que apenas uma minoria de mulheres consegue obter orgasmo apenas pela estimulação do coito, da penetração.
Na verdade, é muito improvável que um casal consiga chegar ao clímax juntos, e só quando um dos parceiros segura desesperadamente o orgasmo, enquanto o outro freneticamente tenta apressá-lo. Se um ou outro falhar, geralmente desapontam-se e frustram-se, deprimindo-se… Os campeonatos de cama como estes conduzem facilmente é infelicidade.

O triste fato é que, para dividir o orgasmo de sua parceira, o homem precisa observá-la neste momento em que ela experiencia o orgasmo, o que é uma recompensa emocional muito importante, e isto é possível se ambos tiverem o orgasmo ao mesmo tempo!

A DST QUE NINGUÉM CONHECE, MAS MUITA GENTE TEM – E PODE CAUSAR INFERTILIDADE.


ELA AFETA MAIS DE 90% DOS HOMENS E QUASE 60% DAS MULHERES. SAIBA QUAL É!     
              
Ela é a menor bactéria de vida independente conhecida, e pode causar inflamação na uretra do homem e no cérvix da mulher, sangramento depois do sexo, corrimentos e, se não for tratada, pode levar à infertilidade. Mesmo com todos esses possíveis complicações, 94,4% dos homens e 56,2% das mulheres infectadas não sabe que porta a doença. Pelo menos é isso que concluiu um estudo da Universidade de Washington.

Mycoplasma genitalium é conhecida desde os anos 80, mas os cientistas ainda não têm 100% de certeza de que ela é sexualmente transmissível – apesar de essa ser a maior possibilidade. O estudo recente fornece ainda mais evidências para que a hipótese se confirme: a doença prevaleceu em quem tinha vários parceiros ou praticava sexo sem camisinha. Nenhuma infecção foi encontrada em quem nunca teve relações sexuais. No total, 4507 pessoas fizeram parte do estudo. Dessas, 2,5% carregavam a bactéria, mas poucos já tinham experimentado algum sintoma além de sangramento depois do sexo. A doença é tratável com facilidade, através de antibióticos. Mas o fato de poucas pessoas saberem da sua existência dificulta a melhora do paciente. Segundo Pam Sonnenberg, líder do projeto, “A nova informação, juntamente com as informações sobre padrões de resistência para guiar a escolha de antibióticos, vai gerar recomendações sobre como testar e lidar com a Mycoplasma genitalium“.


OMS: pessoas que retornam de áreas com zika devem usar preservativo por ao menos 6 meses

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou no dia 6/09 o guia provisório sobre prevenção da transmissão sexual do zika.

Segundo o novo texto, homens e mulheres que estiveram em áreas onde o vírus é transmitido e estejam retornando para regiões sem transmissão devem praticar sexo seguro ou abstinência por um período de 6 meses (independente de estarem tentando engravidar ou não).

A recomendação se aplica tanto às pessoas que apresentam quanto às que não apresentam sintomas.
Essa é uma mudança na orientação provisória de 7 de junho, na qual a OMS recomendava pelo menos 8 semanas (2 meses) de sexo seguro ou abstinência para os homens que estivessem retornando de áreas com transmissão e não apresentassem sintomas.

A OMS revisou as conclusões anteriores após analisar um total de 17 novos estudos ou relatórios sobre a transmissão sexual do zika e oito pesquisas sobre a presença do vírus no sêmen, além de consultar diferentes especialistas.

Para regiões com transmissão do vírus, a OMS continua a recomendar que homens e mulheres sexualmente ativos sejam corretamente orientados e tenham acesso a métodos contraceptivos. O objetivo é possibilitar que todos façam uma escolha informada sobre se e quando desejam engravidar, para evitar possíveis efeitos adversos na gravidez e nos fetos.

Além disso, gestantes e seus parceiros que vivem ou estiveram nesses locais devem praticar sexo seguro ou abstinência por pelo menos toda a duração da gravidez.
Independentemente do risco de infecção pelo zika por meio de relações sexuais, a OMS sempre recomenda a prática de sexo seguro, incluindo o uso correto e constante de preservativos, para prevenir o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, além de gravidezes não planejadas.


A OMS também recomenda que as mulheres que tiveram relações sexuais sem preservativo e não desejam engravidar por estarem preocupadas com a possibilidade de infecção pelo vírus zika tenham acesso imediato a serviços de contracepção de emergência e aconselhamento. Isso deve ser garantido por programas de saúde das regiões com transmissão do vírus.

Modos de transmissão


O principal vetor da doença é o mosquito Aedes. No entanto, evidências científicas crescentes têm mostrado que a transmissão sexual do vírus zika é possível e mais comum do que se pensava anteriormente.
De acordo com o guia, isso é preocupante devido à associação entre a infecção pelo vírus e efeitos adversos na gravidez e nos fetos, como microcefalia, complicações neurológicas e de Síndrome de Guillain-Barré.

Fonte: ONU

Três das DST mais comuns estão ficando intratáveis, diz OMS

As infecções por sífilis, gonorreia e clamídia são três das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais frequentes: juntas, elas contagiam 200 milhões de pessoas por ano - todo ano, são 131 milhões infectadas pela clamídia, 78 milhões pela gonorreia e 5,6 milhões pela sífilis.

Com tanta gente ficando doente, os antibióticos estavam sendo administrados sem cuidado nenhum - e muitas vezes, por tempo demais ou em doses desnecessariamente altas.

Esse uso exagerado de antibióticos é justamente o que tem feito as bactérias se tornarem mais resistentes. O caso da gonorreia é o pior: a OMS afirma que já existem cepas da bacteria N. gonorrhoeae, causadora da doença, que não respondem a nenhum dos medicamentos que existem.

O cenário para sífilis e clamídia não é tão extremo, mas seus agentes causadores já se mostram bem mais resistentes à medicamentos também, o que preocupa a organização.

Por isso, na terça (30), a OMS aconselhou uma mudança nos tratamentos padrão para essas doenças. Para começar, a organização recomenda o uso do antibiótico certo para cada caso, em doses mais controladas do que se tem usado até agora - cada serviço de saúde em cada país deve ficar responsável por definir o medicamento.

Outra recomendação, mais específica, é não usar a quinolona, um tipo de antibiótico comum nos casos de infecções bacterianas como a sífilis, a gonorreia e a clamídia. Para fechar, a OMS pediu que os governos prestem atenção no aumento da resistência dessas bactérias, ano a ano.

Tudo isso deve aumentar os custos de tratamento, já que os antibióticos específicos são, geralmente, os mais novos - e mais caros. Fora que estudar os tipos de cepa que cada pessoa infectada tem antes de receitar um medicamento também vai dar um baita trabalho.



Transmissão e sintomas

A sífilis é transmitida por meio do contato com feridas de pessoas infectadas - elas podem aparecer nos genitais, no ânus, na boca ou em outras partes do corpo.

A doença também pode ser transmitida de mãe para filho turante a gestação ou no parto (por ano, a transmissão desse tipo provoca cerca de 143 mil mortes fetais e nascimento de natimortos, além de 62 mil mortes neonatais, segundo a OMS).

Quem tem sífilis pode desenvolver essas feridas em um estágio inicial, mas elas saram logo e se tornam erupções com pus. Esses sintomas desaparecem, até que um tempo depois (às vezes até anos), a doença volta à atividade e causa danos ao cérebro, aos olhos e ao coração.

Já a clamídia, a mais comum das DST causadas por bactérias, causa um ardor forte ao urinar ou corrimentos genitais - embora a maioria das pessoas não apresente sintomas. A gonorreia pode provocar, além de dores nos genitais, infecções e muita dor no reto e na garganta.

As três doenças, caso não sejam diagnosticadas e tratadas a tempo, podem causar problemas graves a longo prazo - mesmo que não apresentem sintomas por um tempo. As mulheres, por exemplo, podem desenvolver gravidez ectópica (fora do útero), inflamações na região pélvica e abortos espontâneos. Nos dois sexos, a sífilis, a gonorreia e a clamídia podem causar infertilidade, além de aumentarem o risco da pessoa ser infectada pelo HIV.

Então, peguem as camisinhas!

Algumas dúvidas sobre a Masturbação Feminina!





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Uns dos tabus mais antigos do mundo ainda é a masturbação feminina que ainda hoje é cercada de preconceitos e dúvidas. Diferentemente dos meninos, que sempre foram estimulados a exercitarem essa prática, as meninas ao contrário sempre  foram proibidas.
E essa cultura é tão forte que mesmo em pleno século XXI as mulheres ainda não se libertaram para conhecer seus próprios corpos.  E é sobre isso que vamos esclarecer algumas dúvidas hoje...




1.      A masturbação feminina não deve começar na puberdade?
Por se tratar de um processo natural de conhecimento do próprio corpo, a masturbação feminina começa na puberdade, assim como a masturbação masculina.



2.      Mulheres virgens não devem se masturbar?
Tanto quem é virgem quanto quem ainda não perdeu a virgindade pode estimular o próprio clitóris. Claro que se a masturbação incluir objetos fálicos, como vibradores e outros brinquedos eróticos, o hímen poderá ser rompido, mas nada impede que garotas virgens se estimulem usando os dedos na região da vagina.



3.      Não é saudável se masturbar?
É uma pratica saudável sim, que auxilia no autoconhecimento do próprio corpo.



4.      Como uma mulher se masturba?
A mulher, em geral, utiliza as mãos para se acariciar seus órgãos sexuais (principalmente o clitóris) e outras partes do seu corpo. Mas também podem usar o jato de água do chuveirinho, vibrador, etc.



5.      Posso usar objetos para me masturbar?
Pode desde que siga alguns cuidados básicos, tais como, só utilizar objetos limpos e bem lavados, evitar dividir esses objetos com outras pessoas, utilizar esses utensílios de preferência na entrada da vagina e tomar muito cuidados para esses objetos não ficarem retidos na vagina ou machucarem seu corpo.



6.      É normal o clitóris crescer durante a masturbação?
O clitóris é um pequeno órgão sexual que a mulher na parte superior da junção dos pequenos lábios. Ele é composto por tecido erétil, igual ao pênis. Quando estimulado esse tecido se enche de sangue e aumenta.



7.      Corro risco de gravidez se masturbar meu namorado e depois me masturbar?
O risco existe se você masturbar seu namorado, ele ejacular e, logo em seguida, você colocar a mão na vagina. Dessa forma, você estaria fazendo transporte direto de esperma do pênis para a vagina, trazendo risco de gravidez.





Referências:


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