Saiba mais sobre o uso correto do absorvente interno




Tem sido comum ouvirmos falar de mortes causadas pelo uso de absorvente interno, não só no Brasil como no mundo inteiro. Mas será que os absorventes internos fazem mesmo assim tão mal a ponto de causar a morte?

Há pouco tempo, o Terra noticiou o caso de uma adolescente de 14 anos que morreu vítima de uma rara infecção após usar um absorvente interno pela primeira vez. A família dela descobriu que ela morreu de Síndrome do Choque Tóxico (SCT), uma infecção fatal provocada por uma toxina bacteriana produzida pelas bactérias Gram-positivas Staphylococcus aureus (mais frequente) ou Streptococcus pyogenes.

Os riscos do absorvente interno

Síndrome do choque tóxico

Nessa síndrome, foram identificados em muitos casos o acúmulo de sangue menstrual em absorventes internos que utilizavam fibras sintéticas e produtos químicos que ampliavam sua absorção. Dentre os sintomas da doença estão:

Febre alta (mais de 39°C)
Pressão sanguínea baixa 
Vermelhidão, erupção difusa, branqueamento com descamação subsequente, especialmente das palmas e solas dos pés
Envolvimento de três ou mais sistemas:
Envolvimento gastrointestinal (vômito, diarreia)
Hiperemia da membrana mucosa (vaginal, oral, conjuntival)
Insuficiência renal
Inflamação hepática 
Trombocitopenia 
Envolvimento cerebral (confusão, dor de cabeça ou convulsão)

A incidência da doença é de 15 a 52 casos em cada milhão de habitantes. A mortalidade varia entre 30 e 70% dos casos. Entretanto, desde nos anos 1990, têm sido mais raros os casos associados ao uso de tampões.
Agrotóxico até em absorvente

Recentemente, cientistas argentinos descobriram restos de glifosato em gazes e absorventes, em 8 de 10 produtos que contêm algodão. Estima-se que 85% dos produtos de higiene pessoal que contêm algodão apresentam resíduos dessa substância. A questão precoupa mais se o produto for usado internamente, claro!

O glifosato é um ingrediente básico do herbicida RoundUp da Monsanto, tendo sido classificado pela OMS como uma substância potencialmente cancerígena.

O lado bom do absorvente interno

Apesar desses riscos, há quem defenda o uso dos absorventes íntimos. É o caso do ginecologista Caio Rosenthal, que explicou ao Bem-Estar que os casos de infecção são mínimos. Entretanto, ele aconselha higienizar bem as mãos antes de usá-los e fazer a troca deles para evitar infecções.

Outro ginecologista que defende os absorventes íntimos é o médico José Bento, que explicou que o interno é mais higiênico porque não entra em contato com a região genital, além de não friccionar a vagina. Sem falar no conforto e na mobilidade que proporciona à mulher - algo que é relativo, pois há mulheres que não se sentem cômodas com esse tipo de absorvente. Tanto que aqui no Brasil 88% disseram, em uma enquete realizada pelo Bem-Estar, que preferem o externo.
Cuidados: dicas para fazer um bom uso dos tampões

Mas não pense que apenas o absorvente interno oferece perigo à saúde da mulher, o externo também tem os seus riscos.

Alguns cuidados são essenciais para o uso de qualquer um deles, como:

* lavar as mãos,

* não dormir com absorvente interno,

* usar o tamanho adequado para o tipo de fluxo menstrual.

Confira mais dicas para usar bem o absorvente interno:
Para evitar infecções, respeite o tempo de troca

O tempo de troca entre um absorvente e outro deve ser respeitado para evitar o acúmulo de sangue. No caso do absorvente interno, a recomendação é trocá-lo a cada 4 horas.
Para evitar ressecamento e feridas, use o tamanho adequado

O tamanho do absorvente interno deve ser adequado ao fluxo menstrual. Além disso, ele não deve ser usado fora do período menstrual, ou quando este estiver no final, pois pode causar ressecamento na parede interna da vagina, microulcerações e descamação vaginal.
Alterne para evitar alteração do pH vaginal

Por estar dentro da vagina, o absorvente interno absorve, também, os mucos vaginais, podendo alterar o pH do local. Isso pode provocar infecções, já que reduz a imunidade. Esse risco ocorre, também, com o absorvente externo, mas é bem menor. Que tal alternar, durante a menstruação, os dois tipos de absorventes?
Higiene para evitar contaminação

As bactérias do meio ambiente podem entrar em contato com o interior da vagina através do absorvente interno, causando inflamações e, até mesmo, infecção urinária. Entretanto, isso é fácil de evitar lavando bem as mãos antes de manipulá-lo e introduzi-lo logo após retirar a embalagem protetora. Para evitar contaminação, procure trocar o absorvente toda vez que for evacuar.
Riscos ao dormir

O uso do absorvente interno não é indicado durante o sono, já que ele precisa ser trocado com mais frequência do que o absorvente externo. Prefira o absorvente noturno.
Algumas dúvidas frequentes

A Boa Forma organizou algumas informações para dirimir dúvidas frequentes sobre o absorvente interno. Confira a seguir:
1. E se a cordinha sumir?

O absorvente não corre o risco de ficar perdido dentro do corpo, pois não tem como ele sair da vagina, a não ser para fora. Caso aconteça de a cordinha entrar, basta fazer uma pinça com os dedos para puxá-lo. Se isso não der certo, procure o seu ginecologista. Procure sempre deixar a cordinha visível.
2. Existe o risco de vazar?

Não, a não ser que você tenha um ciclo muito forte e escolher um tamanho insuficiente (mini ou médio) para ele ou, mesmo que use o super, você ficar com ele por mais tempo que o indicado. Lembre-se que o tempo máximo de uso é 4 horas.
3. Por que não é bom ficar com ele por mais tempo?

A função do absorvente interno é obstruir a saída do sangue pela vagina. O algodão absorve o sangue, que, se permanecer por um tempo prolongado (mais de oito horas) em contato com a vagina, pode provocar o crescimento de bactérias capazes de alterar a flora vaginal e causar infecções genitais. Se o esquecimento for por dias, os riscos são maiores, como inflamações também no útero e nas trompas. Em casos mais graves (e raros), a bactéria pode chegar `a corrente sanguínea e causar uma infecção generalizada.
4. Quem tem DIU pode usar esse tipo de produto?

Sim, pois eles ocupam espaços diferentes. O DIU é inserido pelo ginecologista dentro do útero, já o absorvente fica na vagina. Localmente, o absorvente fica na entrada da vagina e o DIU fica mais em cima.
5. Como saber se está no lugar certo?

O seu corpo lhe dirá. Se você sentir um incômodo é porque o absorvente está mal colocado.
6. Qual é o melhor jeito de introduzi-lo?

Em pé, com uma perna flexionada e o pé apoiado no vaso sanitário. Forme uma pinça com os dedos e introduza o absorvente na vagina e empurre-o com o indicador até a metade do dedo ou use o aplicador.
7. Há algum tipo de contraindicação?

Não. Até mulheres virgens podem usar, mas nesse caso é melhor ir ao ginecologista para checar o tipo de hímen. A maioria das mulheres tem abertura circular, não oferecendo resistência, mas algumas podem apresentar uma película no meio, inviabilizando a introdução do absorvente.
Interno ou externo? Qual usar?


Claro que isso depende da forma como se sente mais cômoda e do que atende melhor às suas necessidades. Cada mulher deve usar o absorvente a faça se sentir melhor, mas existem prós e contras de ambos os lados.

O absorvente interno é prático, marca menos e costuma deixar as mulheres mais seguras quanto a "acidentes". Além disso, como vimos, muitos especialistas defendem que ele não oferece risco à saúde e que até é melhor por não abafar a vagina, evitando dermatites.

O absorvente externo favorece a concentração de umidade e calor na região íntima, condições perfeitas para que bactérias e fungos se desenvolvam na região vaginal, favorecendo doenças como candidíase, alergia e contaminações. Mas se as trocas forem feitas com regularidade e a higienização da área for feita corretamente, esses riscos são muito pequenos.
Resumindo: absorvente interno faz mal ou não?

Como vimos, se usado como indicado na embalagem, respeitando o tempo, tendo a devida higiene e usando um produto de boa qualidade, os riscos são ínfimos. Tanto o externo quanto o interno são suficientemente seguros. Um aspecto a ser levado em conta é que ambos poluem, pois são feitos com embalagens de plástico. Eles não são nada ecológicos. Para quem quer respeitar o meio ambiente e o seu próprio corpo, a melhor opção é o coletor menstrual. Além disso, o coletor menstrual é seguro, prático e econômico.
Uma boa opção: o coletor menstrual

O coletor menstrual evita que todo mês você compre absorventes, já que é um produto reutilizável. Ele pode durar até 10 anos, se usado corretamente. Ele também é confortável, dando mais liberdade aos movimentos do corpo. Você o esvazia no momento certo, sendo essa uma garantia de que ele não vai vazar e causar manchas nas roupas. Para limpá-lo fora de casa, basta uma toalha de papel. Outra vantagem é que ele evita odores desagradáveis.

O coletor também não ocupa espaço, cabendo em sua bolsa perfeitamente. Armazene-o em um saquinho próprio, de preferência de algodão. O tempo que o coletor pode ficar dentro do corpo é de até 8 horas seguidas. Ou seja, é uma ótima opção!

Agora que você está bem informada sobre os tipos de absorvente, ficou fácil escolher aquele que melhor atende as suas necessidades.

Fonte: https://www.greenme.com.br/viver/saude-e-bem-estar/5159-absorvente-interno

Medicamentos para combate ao HIV estão em falta no Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou que a pasta enfrenta problemas por causa da falta do medicamento atazanavir, antirretroviral utilizado no tratamento contra o HIV/aids. Cerca de 33 mil pessoas utilizam esse medicamento para combater o vírus HIV no Brasil.

As medidas adotadas pelo ministério para contornar a situação incluem o fracionamento da entrega do medicamento ou mesmo a substituição temporária do remédio. Padilha garantiu que, em nenhum momento, houve interrupção do tratamento e que os pacientes não foram prejudicados pelo problema.

"Eu tinha feito o agendamento há meses. Cheguei no posto, entrei na fila, esperei pelo menos 40 minutos. Quando chegou a minha vez, vi meu nome ser anotado em uma folha de papel, em meio a uma lista de outros tantos nomes. Me disseram que não estavam fazendo o exame e não tinha nenhum prazo. Foi assustador... um caderninho velho com nomes e telefones. Triste demais."

A situação vivida por Marcos*, 27 anos, em um Serviço de Assistência Especializada (SAE) é um protocolo que se tornou rotina em São Paulo e em outros estados, nos últimos meses.

Nos três anos em que convive com o tratamento da aids, esta foi a primeira vez em que ele teve o seu pedido para o exame de carga viral negado.

O teste é peça indispensável para o diagnóstico e o acompanhamento da doença, já que mede a quantidade de vírus HIV presente no organismo e pode detectar aqueles pacientes que desenvolveram resistência ao tratamento.

Pelo menos outras duas unidades do SAE em São Paulo, Butantã e Santo Amaro, em que o HuffPost Brasil checou, não estão aplicando o teste desde que Ministério da Saúde iniciou o racionamento dos kits, no fim de maio.

Para a Maria Clara Gianna, diretora Técnico de Saúde III (substituta) e coordenadora Adjunto do Programa Estadual DST/Aids de São Paulo, a situação atual não é nada "confortável". Na capital paulista, os exames são realizados em laboratórios regionais que atendem cerca de 200 ambulatórios.

Em entrevista ao HuffPost Brasil, ela explicou que a Secretaria Estadual de Saúde foi orientada pelo Ministério da Saúde a realizar apenas os exames em casos considerados "indispensáveis", como gestantes e crianças.

Porém, nas duas unidades em que a reportagem entrou em contato, o exame não estava sendo realizado em nenhuma condição.

"Há bastante tempo não convivemos com uma situação como esta. Há uma dificuldade no encaminhamento dos kits pelo Ministério da Saúde. O prazo é agosto, mas ainda não recebi um informe oficial do ministério para saber a partir de qual data esse processo deve ser regularizado. É interessante também a gente receber deles um informe que possa ser repassado para a população, para que ela fique mais tranquila", explica a coordenadora.



De acordo com Gianna, houve custos acima do esperado em um processo licitatório para os exames de carga viral e o contrato não pôde ser firmado pelo Ministério da Saúde. A medida, então, foi fazer uma nova licitação.

Em julho do ano passado, a pasta iniciou um processo de compra dos exames, mas, de acordo com o ministério, apenas uma empresa fez parte do pregão eletrônico, o que elevou o preço de oferta.

Em comunicado oficial enviado ao HuffPost Brasil, a pasta nega que há racionamento dos kits.

De acordo com o órgão, foram distribuídos 46,4 mil testes para todo o País, quantidade que deve manter a rede pública abastecida até o fim de julho, e o contrato de uma nova compra de 1,59 milhão de testes já foi encaminhado.

Segundo o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a orientação para que os estados priorizassem populações não significa o desabastecimento da rede.

"Essa foi uma medida de precaução, caso o processo do segundo pregão também fosse impedido, o que não ocorreu. O Ministério da Saúde encaminha os testes aos estados, que são responsáveis pela logística local de abastecimento dos municípios. Por fim, cabe esclarecer que o teste de carga viral é realizado a cada seis meses em pacientes vivendo com o vírus HIV, para monitoramento da doença. Em 2016, foram realizados mais de 550 mil testes de carga viral em todo o País", explica a nota.

Além de São Paulo, pelo menos outros dois estados passam pela mesma situação. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou por telefone ao HuffPost Brasil problemas na aplicação do exame. Em nota, a secretaria de Pernambuco ressaltou a dependência do ministério.

"Há o racionamento dos exames de carga viral, que são encaminhados pelo Ministério da Saúde. Para mais informações sobre essa situação, você precisa checar com o órgão federal", explicou a assessoria do órgão de Pernambuco.

Fracionamento de medicamentos

Assim como Marcos*, João* procurou o HuffPost Brasil ao ser surpreendido em sua última visita de rotina ao posto de saúde no bairro do Butantã, na capital paulista.

Ele costumava retirar uma quantidade de medicamentos antirretrovirais para o seu tratamento que o possibilitava ficar até seis meses abastecido.

No entanto, o posto de saúde só foi autorizado a fornecer a medicação para um mês.

Em outros estados, a situação é ainda mais preocupante.

Pacientes do Amazonas reclamaram da oferta de medicamento para apenas dez dias, enquanto o frequente seria a quantidade para três meses.

Ao HuffPost Brasil, a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, órgão responsável pelo tratamento de HIV/aids no estado, afirmou que os estoques dos medicamentos estão sendo regularizados e os pacientes voltarão a receber a medicação para uso prolongado.

"A Coordenação ressalta que adotou o sistema de fracionamento dos medicamentos como medida para que pudesse atender todos os pacientes, devido ao atraso na entrega dos mesmos pelo Ministério da Saúde, e para não faltar o insumo até a regularização dos estoques. O sistema adotado emergencialmente permitiu que todos os pacientes com HIV continuassem a seguir o tratamento, sem prejuízos."
Baixas nos estoques

Em São Paulo, a coordenadora adjunta do Programa Estadual DST/Aids afirma que, desde março, o estado tem recebido remessas menores dos medicamentos. Um dos componentes do tratamento popularmente conhecido como "Três em Um" é o que mais sofreu impacto nos repasses.

"Estamos recebendo quantitativos menores e fracionados do Ministério da Saúde. Não estamos em falta. Mas, essa quantidade nos permite atender a necessidade do estado com muito ajuste e muita preocupação. Não estou minimizando a situação. Estamos trabalhando de maneira integrada com o ministério para diminuir os impactos que essa situação pode ter na vida dos pacientes", explicou Gianna.

Para Claudio Pereira, presidente do Grupo de Incentivo à Vida, uma das principais organizações nacionais em apoio aos soropositivos, a maior preocupação no fracionamento dos medicamentos está no impacto que essa estratégia pode ter sobre aqueles que estão no início do tratamento.
A pessoa pode acabar desistindo de voltar no posto para continuar o tratamento. É um risco. A pessoa fica receosa.

Segundo ele, o paciente fica dependente de ter que ir ao local e não conseguir retirar os medicamentos. "O nosso grande receio é de que, por trás desse fracionamento, as unidades tenham recebido cotas menores de medicamento. E o que quer dizer essa cota menor? Quer dizer que a compra está sendo feita de forma desorganizada, e corre o risco de faltar medicação", explica Pereira.

Procurado, o ministério negou que falte medicamentos:


"O Ministério da Saúde adquire e distribui regularmente, para aproximadamente 500 mil pessoas, 37 apresentações de medicamentos antirretrovirais que compõe o tratamento de HIV/Aids. O Ministério da Saúde afirma que não há falta de medicamentos para aids em São Paulo e em nenhum outro estado do país. Cabe esclarecer que não há nenhum problema de ordem financeira para aquisição desses insumos, assim como nenhuma orientação a estados e aos municípios no sentido de que seja feito o fracionamento dos medicamentos."
A logística dos medicamentos

O SUS é um sistema tripartite que possui responsabilidades compartilhadas entre estados, municípios e União.

No caso do tratamento de HIV/Aids, o Ministério da Saúde é o responsável por comprar os medicamentos antirretrovirais e repassá-los para os governos dos estados, que encaminham para as prefeituras dos municípios por meio de um fluxo de distribuição gerenciado.

No caso de São Paulo, excepcionalmente, o município também recebe remessas diretas do governo federal.

Todos os estoques são acompanhados por um sistema informatizado, o Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM). Ele é consolidados pelo estado que é responsável pelo gerenciamento dos estoques dos antirretrovirais recebidos.

Por meio do SICLOM, os gestores conseguem remanejar estoques e fazer pedidos.

"É um sistema que favorece muito a distribuição. Temos uma equipe de farmacêuticos que trabalham lado a lado com o sistema para o remanejamento dos medicamentos. Em uma situação não tão confortável como essa, o remanejamento é imprescindível. Aqui, trabalhamos com muita sintonia com a equipe do município ", explica a coordenadora adjunta do Programa Estadual DST/Aids de São Paulo.
O Brasil e a aids

São pelo menos 830 mil pessoas em tratamento de aids no Brasil, de acordo com o relatório da Unaids.

O País é o que mais concentra novos casos de contágio por HIV na América Latina, respondendo por 40% das novas infecções.

Desde 1996, também foi um dos primeiros países a fornecer tratamento gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Há quatro anos, o governo adotou novas estratégias de combate ao vírus. Em 2015 o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids reconheceu o Brasil como referência mundial no controle da epidemia.

Entre as medidas, destacavam-se a contagem dos linfócitos (CD4), as coberturas de tratamento antirretroviral (TARV), a ampliação da testagem, a conscientização sobre o uso da camisinha e o início precoce do tratamento em caso de soropositividade.

Porém, no ano passado, uma pesquisa da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de aids)chamou atenção para o fato de que os remédios utilizados no Brasil já estão ultrapassados em relação aos de outros países.

À época da divulgação, a diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Brasil, Adele Benzaken, considerou o documento como "político".

"Trata-se de um documento político, de posição e de apontamentos para onde deve ir a resposta brasileira no atual contexto do sistema de saúde (SUS). A comprovação de que alguns avanços ocorreram estão bem documentados no report 90-90-90", argumentou.

No compromisso internacional 90-90-90, o Brasil tem até 2020 para atingir as metas de controle, redução e tratamento.

Até o final do prazo, 90% de todas as pessoas vivendo com HIV devem saber que têm o vírus; 90% das pessoas diagnosticadas com HIV vão ter recebido terapia antirretroviral; e 90% das pessoas recebendo tratamento terão sua carga viral indetectável e já não serão transmissoras do vírus.

Ação de prevenção na Câmara dos Deputados disponibiliza 750 testes de hepatite C e 420 vacinas contra hepatite B



Setecentos e cinquenta testes rápidos de hepatite C e 420 vacinas de hepatite B no Dia de Luta contra a Hepatite C, em uma ação realizada na terça-feira (4), no Espaço Mário Covas, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Os números são da Frente Parlamentar Mista de Combate às Hepatites Virais, responsável pela iniciativa, e que teve apoio do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DIAHV). Também foram distribuídos preservativos masculinos e femininos e informativos com orientações sobre as hepatites B, C e D.
Durante o expediente na Câmara, funcionários e visitantes tiveram à disposição os testes e as vacinas. Foi o caso do servidor público Bernardo Freitas dos Santos, que pela segunda vez se submeteu ao teste. A primeira, segundo ele, também aconteceu em outra ação realizada na Câmara. “Não tenho tempo durante a semana para ir a um serviço de saúde, por causa do horário de trabalho. Aproveito, então, quando ocorre um evento como este”, disse, enquanto esperava na fila para ser vacinado. “Já tomei outras duas doses da vacina contra hepatite B”, afirmou. “Já tive hepatite A. Eu era doador de sangue e deixei de colaborar por causa disso”.
Quem também já se vacinou duas vezes contra a hepatite B foi o documentador Aluizio Gomes Moreira, que afirma não ter quadro anterior de hepatite. “Já fiz o teste uma vez, em outra ação aqui na Câmara. Quanto mais rápido forem realizados o teste e a vacina, é melhor, para não ter que se lamentar mais tarde. E eu garanto que não dói nada e nem toma o tempo de ninguém”, disse.
“É fundamental que a população seja orientada no sentido de procurar serviços de saúde do Ministério da Saúde, porque a detecção precoce salva vidas e evita gastos e dores”, comentou o deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP), que preside a Frente Parlamentar Mista de Combate às Hepatites Virais. “A hepatite B pode ser eliminada com a ampliação de intensas campanhas de esclarecimento à população, que estimulem a vacinação em todas as faixas etárias. E vale reforçar que tanto a testagem quanto as vacinas são oferecidas em toda a rede pública”, disse Elisa Cattapan, especialista da área de hepatites virais do DIAHV.
NÚMEROS - No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Só para a hepatite C, a estimativa é que de 1,4 milhão a 1,7 milhão de pessoas sejam portadoras da doença, que é uma importante causa de cirrose e câncer de fígado. As hepatites B e C têm tratamento gratuito pelo SUS, sendo que o diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento, com grandes chances de cura no caso da hepatite C.


Disponivel em: <http://www.aids.gov.br/noticia/2017/testagem-abre-mes-de-conscientizacao-sobre-hepatites-virais-na-camara-dos-deputados>

Gonorreia está cada vez mais resistente aos antibióticos, alerta OMS

A gonorreia está se tornando cada vez mais difícil de tratar, por sua crescente resistência aos antibióticos – advertiu a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta sexta-feira (7).

De acordo com a OMS, 78 milhões de pessoas contraem a doença a cada ano.

“A bactéria responsável pela gonorreia é especialmente inteligente. Cada vez que usamos um novo tipo de antibiótico para tratar da infecção, a bactéria evolui para resistir a eles”, explica a doutora Teodora Wi, em um comunicado da OMS, destacando a necessidade de desenvolver “novos medicamentos”.

Baseando-se em dados de 77 países, a OMS adverte contra uma “resistência ampliada aos antibióticos mais antigos, que também são os mais baratos”.

“Em alguns países, em particular os de renda elevada, onde a vigilância é mais eficaz, detectam-se casos de infecção impossíveis de tratar”, completa a nota da OMS.

Do total de pessoas afetadas todos os anos, cerca de 35,2 milhões vivem na região Pacífico Ocidental da divisão estabelecida pela OMS (Austrália, ilhas do Pacífico, China, Japão, etc.); 11,4, na região do sudeste da Ásia; 11,4, na África; 11, nas Américas; 4,7, na Europa; e 4,5, no Mediterrâneo Oriental.

Segundo a OMS, “o menor uso dos preservativos, o maior número de viagens, as baixas taxas de detecção da infecção, assim como um tratamento inadaptado” contribuem para o aumento dos casos.

A gonorreia é uma infecção que pode afetar os órgãos genitais, o reto e a garganta. É transmitida durante a relação sexual sem proteção por via oral, anal e vaginal.

“As complicações afetam muito mais as mulheres, que se expõem, em particular, a um risco de doença inflamatória pélvica, a uma gravidez extrauterina, à esterilidade, assim como a um risco aumentado de infecção do vírus HIV”, destacou a OMS.

Apenas três novos medicamentos se encontram em estudo atualmente.

“Buscar novos antibióticos não é muito atrativo para os laboratórios farmacêuticos”, aponta a OMS.

A razão principal – denuncia a organização – é que “esses tratamentos são ministrados unicamente durante períodos curtos”.

A OMS se associou à entidade independente Iniciativa Medicamentos contra as Doenças Esquecidas para tentar desenvolver novos antibióticos.

“No mais longo prazo, será necessária uma vacina para prevenir a gonorreia”, alerta o diretor do Departamento de Resistência aos Antimicrobianos da OMS, doutor Marc Sprenger.

A organização insiste na importância da prevenção, com “comportamentos sexuais mais seguros, em particular, o uso correto e regular do preservativo”.






Disponivel em : <http://istoe.com.br/gonorreia-esta-cada-vez-mais-resistente-aos-antibioticos-alerta-oms/>

Julho Amarelo – Prevenção e controle das hepatites virais



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Julho foi adotado pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais como o mês de luta e prevenção das Hepatites Virais, o dia mundial dessa luta é comemorado dia 28 desse mês.

 Mas isso não significa que a prevenção à doença deva ser menor nos demais meses do ano, muito pelo contrário, a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) alerta para a importância de exames que identifiquem a doença de maneira precoce. De acordo com o ex-presidente da SBH e atual conselheiro da entidade Raymundo Paraná, as hepatites são situações em que o fígado se encontra inflamado. Se elas forem crônicas, podem levar o fígado a sofrimento e a resposta a esse sofrimento é a produção de tecido cicatricial dentro do fígado, chamado fibrose. E fibrose pode evoluir para uma cirrose hepática, no futuro, com a continuada agressão ao órgão.

De acordo com o Ministério da Saúde, três milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que têm o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3% da população mundial, seja portadora de hepatite C crônica.

A falta de conhecimento sobre a doença e a sua existência é um grande desafio, por isso a importância dessa campanha, portanto a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade e gestantes façam o teste e se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido, entrou em contanto com outros fluidos corporais ou compartilhou seringas, faça o exame gratuitamente, sendo ofertado pelo SUS e, no caso positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.


Existem seis tipos de hepatites virais (A, B, C, D, E e G). No Brasil as hepatites mais comuns são A, B e C. E no caso da hepatite B, já há vacina disponível nos postos de saúde.

– Hepatite A, que tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e cura sozinha. Existe vacina.

– Hepatite B, o segundo tipo com maior incidência, atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C, tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada umas das maiores epidemias da humanidade atualmente, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. Não tem vacina. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.


Referências:
http://www.spb.org.br/julho-amarelo-prevencao-e-controle-das-hepatites-virais/
http://www.ebc.com.br/noticias/2015/07/sbh-alerta-para-importancia-de-deteccao-precoce-de-hepatites-virais


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