O que é Vaginose ?




    A vaginose bacteriana pode ser classificada em dois tipos: tipo I, com predomínio de Gardnerella vaginalis, e tipo II, quando ocorre associação com outras bactérias. O quadro clínico dessa doença caracteriza-se por corrimento branco, acinzentado ou amarelado, de odor fétido (de peixe podre), que se acentua após a relação sexual ou menstruação. A Gardnerella vaginalis é uma bactéria que habita a região íntima feminina, mas que normalmente se encontra em concentrações muito baixas, não produzindo qualquer tipo de problema ou sintoma.
No entanto, quando as concentrações de Gardnerella aumentam, devido a fatores como baixa na imunidade e relações sexuais desprotegidas, pode surgir uma infecção vaginal, conhecida como vaginose bacteriana ou vaginite de Gardnerella.

   A vaginose bacteriana é uma doença extremamente comum: a maioria das mulheres sofrerá pelo menos um episódio da doença em alguma fase da vida. Segundo a dra. Diana Vanni, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, a vaginose nada mais é do que uma infecção que surge devido ao desequilíbrio da flora vaginal.
Toda mulher possui uma população de bactérias considerada “protetora”, como os lactobacilos – que mantêm o pH ácido e fazem parte da mucosa vaginal, oferecendo uma barreira contra a proliferação de bactérias que fazem mal à saúde. A vaginose ocorre quando, por algum motivo, há uma ruptura desse equilíbrio, diminuindo o número de lactobacilos e aumentando o número de outras bactérias.
A infeção por Gardnerella geralmente ocorre em mulheres (até mesmo nas mulheres virgens, pois como foi dito acima, se trata de uma proliferação por desequilíbrio na flora vaginal), porém os homens também podem ser infectados através de relações sem preservativo com uma parceira infectada, e dessa forma pode transmitir a bactéria para outra mulher saudável caso houver relação sem proteção.
A presença da Gardnerella manifesta-se de forma diferente na mulher e no homem, apresentando sintomas como:





   Mesmo nas pacientes sem sintomas, a vaginose pode causar algumas complicações. Entre elas podemos citar:

– Maior risco de contaminação por outras IST (infecção sexualmente transmissível) caso haja relação com parceiro contaminado. 
– Maior risco de transmissão de IST para o parceiro caso a paciente esteja contaminada com alguma IST.
– Maior risco de doença inflamatória pélvica, principalmente após cirurgias ginecológicas. – Maior risco de parto prematuro em grávidas.
  
 O tratamento pode ser feito com uso de antibióticos como Metronidazol e Clindamicina. Pode também haver cura espontânea da doença.
E para diminuir a incidência e transmissão dessa infecção, o uso da camisinha é essencial, portanto PROTEJA-SE!!!

Referências: 

<https://www.mdsaude.com/2011/07/vaginose-bacteriana-gardnerella.html> acesso em: 25  de Outubro de 2018
<http://www.scielo.br/pdf/abd/v82n1/v82n01a05.pdf> acesso em 25 de Outubro de 2018
<https://drauziovarella.uol.com.br/geral/como-prevenir-a-vaginose-bacteriana/> acesso em 25 de Outubro de 2018

Cientistas desenvolvem camisinha autolubrificante

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Os preservativos são muito importantes na hora de evitar uma gravidez indesejada e essencial para prevenir  infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como por exemplo aids, sífilis, HPV, gonorreia dentre outras.

No entanto, muitas pessoas preferem não usá-lo durante o ato sexual. Um dos motivos apontados por quem abre mão da camisinha é o desconforto, especialmente lubrificação insuficiente, que pode tornar o sexo doloroso e até mesmo romper o preservativo. Para resolver esse problema, uma equipe de cientistas desenvolveu um preservativo autolubrificante.

O novo produto contém um revestimento fino e durável que permite melhor deslizamento ao entrar em contato com líquidos ou umidade, como água ou fluidos corporais. De acordo com os pesquisadores, essa ‘cobertura’ lubrificante se mantém durante toda a relação sexual, diminuindo a necessidade do uso de gel lubrificante e aumentando a probabilidade de uso do preservativo.

No primeiro estudo, apoiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, os pesquisadores concluíram que o preservativo autolubrificante manteve sua umidade mesmo após ser esfregado 1.000 vezes contra uma superfície semelhante à da pele. De acordo com os pesquisadores, isso corresponde a uma relação sexual de 16 minutos.
Já o preservativo comum, com uma camada de gel lubrificante por cima, começou a perder a umidade depois de apenas 600 compressões. Estudos mostram que uma relação sexual envolve, em média, de 100 a 500 impulsos. No entanto, algumas podem durar bem mais.
Na segunda etapa, os pesquisadores pediram que 33 adultos comparassem o preservativo autolubrificante com o comum. Cerca de 70% disseram que a nova opção é “muito” mais escorregadia do que o padrão e quase 55% dos participantes disseram que isso faria com que considerassem aumentar o uso de preservativos. Os resultados foram publicados no jornal científico Royal Society Open Science.

“Muitas vezes, os preservativos são vistos como uma barreira ao prazer sexual, em vez de algo que pode ser usado para melhorar o sexo. Então, se este produto puder ajudar a mudar essa percepção e aumentar o uso do preservativo, será um ponto positivo”, disse Bekki Burbidge, vice-presidente-executivo da FPA, entidade voltada para a educação sexual no Reino Unido.
Pesquisadores da Universidade de Wollongong, na Austrália, também estão desenvolvendo preservativos autolubrificantes que utilizam hidrogéis resistentes, mais similares à pele humana, de acordo com informações da BBC. A previsão é que essas novas opções cheguem ao mercado em alguns anos. Mas, enquanto isso não acontece, a recomendação é que as pessoas não deixem de usar o preservativo. Se usado ​​corretamente, ele atua como uma barreira eficaz para proteger contra as ISTs, que estão aumentando exacerbadamente, e também evita uma gravidez indesejada.

Para tornar a experiência mais agradável, especialistas recomendam que as pessoas experimentem diferentes lubrificantes à base de água, além de testarem preservativos de tamanhos, formas e texturas diferentes para descobrir qual atende melhor às necessidades de cada casal.


Mas você sabe colocar a camisinha da forma correta?

Para que a camisinha cumpra o seu papel "protetor" durante o ato sexual, deve-se ter em mente alguns aspectos cruciais para o seu uso:
·         Mantenha em um lugar de fácil acesso antes do ato
·         A embalagem só deve ser aberta no instante do seu uso
·         O pênis deve estar ereto, livre de lubrificantes, cremes ou pomadas

Tendo em vista essas recomendações, no momento de vestir a camisinha, a pessoa deverá:
·         Segurar o preservativo pela extremidade, deixando um espaço isento de ar na ponta para conter o sêmen, diminuindo assim a chance de rompimento
·         A seguir, a camisinha deve ser desenrolada, da extremidade para a base do pênis
·         Após o ato sexual, ainda com o pênis ereto, a camisinha deve ser retirada com cuidado, de forma a impedir que o sêmen extravase
·         Segure a camisinha na extremidade com os dedos de uma mão, ao mesmo tempo em que, com a outra, você retira a proteção no sentido da base para a extremidade.


Fontes:
https://veja.abril.com.br/saude/cientistas-desenvolvem-camisinha-autolubrificante/
https://www.minhavida.com.br/bem-estar/noticias/33923-cientistas-criam-camisinha-autolubrificante
http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-ist



HPV e Câncer



            Foi realizado no Brasil em 2017 um estudo multicêntrico que avalia a prevalência do HPV no Brasil e seus tipos. A pesquisa foi realizada pelo Hospital Moinho de Vento em parceria com a secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e órgãos internacionais.
            O HPV está relacionado com neoplasias vulvares, penianas, anal e orofaríngea, além do fato de 99% dos cânceres de colo de útero ter relação com o vírus, principalmente o sorotipo 16 e 18. No Brasil, é o terceiro tipo de câncer mais prevalentes em mulheres e a quarta causa de morte nesse público, além de ser responsável por mais de 5.000 mortes por ano.
            A transmissão do vírus ocorre por contato com mucosa infectada por meio de relação sexual desprotegida com parceiro(a) doente. Além disso, pode ser transmitida de mãe para filho(a) pela placenta.
            O sintoma mais comum da infecção são verrugas na área genital e anal, que podem ser de tamanho variável, com ou sem prurido. Essas verrugas podem demorar de 2 a 8 semanas para aparecer após a infecção e desaparecem em até 2 anos devido ação do próprio sistema imunológico. Cerca de 5% de casos de HPV evoluem para câncer de colo de útero. Sendo ainda importante salientar que não existe tratamento específico para o HPV.

                       Fonte:www.drfranciscogonzaga.com.br/site/hpv-entenda-o-que-e-e-como-se-prevenir/

            A principal forma de prevenção para as mulheres é realizar o exame Papanicolau, conhecido popularmente como “preventivo”. O exame deve ser feito por mulheres que tenham vida sexual ativa ou que tenham entre 25 e 64 anos a cada ano. Caso mais de dois exames tenham resultado negativo pode ser feito de três em três anos. Além disso, é valido lembrar: sempre usar camisinha durante relação sexual e se vacinar caso faça parte do grupo estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Quem deve ser vacinado?
Meninas de 9 a 15 anos incompletos;
Meninos de 11 a 15 anos incompletos;
Pacientes oncológicos em tratamento com radioterapia e/ou quimioterapia;
Pacientes transplantados;
Pessoas de 9 a 26 anos portadores do vírus HIV.
Dicas para diminuir os riscos de contrair HPV:
- Ter menos parceiros(as) sexuais;
- Usar preservativo durante toda a relação sexual;
- Tomar vacina.


Fontes:
Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/quais-sao-os-sintomas-do-hpv/2577/488/. Acessado em 16 de outubro de 2018.
Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV (POP-Brasil): Resultados preliminares – Associação Hospitalar Moinhos de Vento – Porto Alegre, 2017 120 p.


Gonorreia: perguntas e respostas


A gonorreia é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns na atualidade. Recentemente, um caso de gonorreia resistente à maioria dos antibióticos deixou alarmados os profissionais da saúde ao redor de todo o mundo. Os primeiros relatos sobre sua ocorrência datam de milhares de anos, podendo ser encontrados no Antigo Testamento e em outros escritos antigos. Mesmo sendo conhecida há bastante tempo, a gonorreia continua sendo muito comum e causando, por vezes, desdobramentos graves. Por isso, vamos reforçar informações sobre essa infecção.

Quem é o agente causador?

O agente causador da gonorreia é a bactéria Neisseria gonorrhoeae, um diplococo Gram-negativo.


Como a gonorreia é transmitida?

A transmissão ocorre pelo contato sexual desprotegido com um indivíduo infectado ou, ainda, da mãe infectada para o bebê durante o parto. A chance de transmissão da gonorreia em uma relação sexual com indivíduo infectado é de aproximadamente 50%.

Quais são os sinais e sintomas da gonorreia?

O período de incubação, ou seja, o intervalo entre o contágio e o aparecimento de sinais e sintomas, dura de 2 a 7 dias. As manifestações dessa patologia são diferentes entre homens e mulheres e, em uma parcela dos indivíduos, a gonorreia pode permanecer assintomática.
No homem, a gonorreia causa a chamada uretrite, ou seja, inflamação da uretra. O quadro clínico se inicia com prurido na fossa navicular (sensação de coceira na parte distal da uretra, que está na região da glande do pênis). Entre 1 e 3 dias, o indivíduo passa a apresentar disúria (ardor ao urinar) e saída de corrimento pelo canal da uretra. Este corrimento pode se iniciar em pouca quantidade e com aspecto mucoide, mas ao longo dos dias vai se tornando mais abundante e adquire aspecto purulento. Na ausência de tratamento, o quadro se propaga para o restante da uretra, podendo surgir polaciúria (aumento do número de micções com pouca saída de urina em cada uma delas) e sensação de peso no períneo. Também pode ocorrer a epididimite, que é a inflamação do epidídimo, uma estrutura adjacente aos testículos. Com isso, os testículos podem ficar edemaciados (inchados) e doloridos. Alguns pacientes podem apresentar hematúria (sangue na urina) ao final da micção e febre. 





Na mulher, a gonorreia causa a cervicite, ou seja, inflamação da cérvice uterina (colo uterino). Inicialmente, surgem sintomas como corrimento vaginal, que costuma ser espesso, amarelo-esverdeado e fétido; disúria (ardor ao urinar) e dispareunia (dor durante o ato sexual). Ao exame ginecológico, é possível ver a saída de secreção purulenta pelo colo do útero, o qual pode ficar edemaciado (inchado) devido a inflamação e sangrar facilmente quando tocado. Se não tratada, a cervicite pode se estender a todo o útero e aos seus anexos (tubas uterinas e ovários), causando a doença inflamatória pélvica (DIP), a qual pode levar a gravidez ectópica, abortamento, esterilidade e dor pélvica crônica. A febre também pode estar presente. 


Além destes sinais e sintomas, a gonorreia pode apresentar outras manifestações menos comuns:
  • Perihepatite ou síndrome de Fitz-Hugh-Curtis: ocorre quando a inflamação se estende da tuba uterina até a cápsula hepática e ao peritônio adjacente. Provoca dor e sinais de peritonite (inflamação do peritônio) no quadrante superior direito do abdome. Também podem ocorrer náuseas e vômitos. 
  •   Gonorreia retal: pode ser assintomática ou apresentar sintomas como prurido retal, saída de secreção purulenta pelo ânus, sangramento e constipação intestinal (“intestino preso”)
  • Faringite gonocócica: pode ser assintomática ou se apresentar com aspecto semelhante a outras infecções bacterianas da faringe, com placas esbranquiçadas e hiperemia (vermelhidão) da mucosa.
  • Conjuntivite: geralmente ocorre por autoinoculação do indivíduo infectado com a gonorreia genital; pode ocorrer conjuntivite grave, com exsudato purulento e ulceração da córnea. Nas maternidades, é aplicado em todos os recém-nascidos um colírio com nitrato de prata, a fim de evitar a conjuntivite gonocócica neonatal.
  • Infecção gonocócica disseminada (IGD): essa forma de manifestação da infecção ocorre quando a bactéria se dissemina pela via hematogênica, ou seja, através da corrente sanguínea. A afecção mais frequentemente verificada é a artrite gonocócica, caracterizada por poliartralgia e poliartrite migratória (dor e inflamação em várias articulações, migrando de uma articulação para outra). A artrite gonocócica é a forma mais comum de artrite infecciosa. Também podem estar presentes lesões cutâneas, além de febre e mal estar. Há relatos de complicações como endocardite, meningite e osteomielite, que são, contudo, mais raras.

Como saber se eu tenho gonorreia?

Ao perceber qualquer uma das alterações descritas, é recomendável procurar o serviço de saúde. O diagnóstico da gonorreia deve ser dado por um médico, e é eminentemente clínico, ou seja, baseado nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Também há testes que podem comprovar a ocorrência da infecção, como: coloração de Gram, bacterioscopia, cultura da bactéria, reação em cadeia da polimerase (PCR) e teste de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT). Estes testes, no entanto, na maioria das vezes não são necessários, pois apenas os sinais e sintomas são suficientes para fechar o diagnóstico de gonorreia.

Fui diagnosticado com gonorreia. E agora?

Felizmente, a gonorreia tem cura. Seu tratamento é feito com antibióticos, como a ceftriaxona e o ciprofloxacino. Estes medicamentos só podem ser adquiridos com receita médica, e precisam ser tomados rigorosamente para garantir a eficácia do tratamento. Quando um indivíduo é diagnosticado com gonorreia, seu parceiro ou parceira também precisa ser tratado, e durante o período de tratamento, a atividade sexual deve ser evitada, para que não ocorra reinfecção.

Como evitar a gonorreia?

A única maneira eficaz de evitar a gonorreia é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.




REFERÊNCIAS

BOTTEGA, A. et al. Abordagem das doenças sexualmente transmissíveis na adolescência: revisão de literatura. Saúde (Santa Maria) Suplemento, p. 91-104, 2016. 


PENNA, G. O.; HAJJAR, L. A.; BRAZ, T. M. Gonorreia. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 33(5):451-464, set-out, 2000.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Gonorreia. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/986/gonorreia>. Acesso em 03 Out 2018.

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