PrEP sob demanda ou PrEP 2+1+1


A Organização Mundial de Saúde (OMS), durante uma conferência sobre HIV realizada na ultima semana de agosto na Cidade do México publicou um guia de recomendações para o uso da PrEP Sob Demanda como nova forma de prevenção em situações específicas.                                                                    
A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) ao HIV é um novo método de prevenção à infecção pelo HIV. Consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da aids infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus.
A PrEP clássica, já conhecida desde 2010, consiste no uso de dois medicamentos antirretrovirais co-formulados em um comprimido que, quando tomado diariamente por pessoas que não vivem com HIV, pode reduzir em mais de 99% o risco de se infectarem com esse vírus em relações sexuais sem preservativo.     
A PrEP diária é recomendada pela OMS desde 2015 e pelo Ministério da Saúde brasileiro desde 2017, como forma adicional de prevenção para indivíduos que apresentam risco elevado de infecção por HIV por não usarem o preservativo de forma consistente. É oferecida dentro de um pacote de Prevenção Combinada, que também inclui periodicamente o aconselhamento de redução de vulnerabilidades, testagem e tratamento das demais infecções sexualmente transmissíveis e atualização da carteira vacinal. 
Já a PrEP sob demanda é uma forma diferente de prevenção do HIV que utiliza o mesmo medicamento da PrEP diária, porém tomado em posologia diferente. Agora é recomendado pela OMS, tomar apenas 4 comprimidos da PrEP próximos à relação sexual, dois antes e dois depois.                                                                                
 O esquema é também chamado de PrEP 2+1+1, pois os dois primeiros comprimidos devem ser tomados de 2 a 24 horas antes da relação sexual. Depois disso, mais um comprimido no dia seguinte, 24 horas depois dos primeiros, e por fim um último tomado 48 horas após o início do esquema. Sendo, portanto, 4 comprimidos tomados em 3 dias: 2 no primeiro, 1 no segundo e 1 no terceiro.                                                                    
Por fim, a PrEP sob demanda só é recomendada oficialmente para homens gays e bissexuais, uma vez que foram esses os grupos majoritariamente incluídos nos estudos franceses.


Referências:
http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/prevencao-combinada/profilaxia-pre-exposicao-prep


https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/325955/WHO-CDS-HIV-19.8-eng.pdf?ua=1
                              










Aumento de sobrevida dos pacientes com AIDS


  

 Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, entre adultos e crianças com AIDS, mostrou que houve um aumento na taxa de sobrevida desses pacientes desde o ano de 1996, quando a pesquisa começou a ser realizada. O estudo mostra que que 70% dos adultos e 87% das crianças diagnosticadas entre 2003 e 2007 tiveram sobrevida superior a 12 anos, já no ano de 1999 a sobrevida era de cerca de nove anos (108 meses), enquanto que em 1996, antes do Ministério da Saúde ofertar o tratamento universal aos pacientes com aids, a sobrevida era estimada em cerca de cinco anos (58 meses).

A pesquisa foi realizada com 112.103 pacientes adultos e 2.616 crianças de todo o país, entre 2003 e 2007. Desse total, 70% dos adultos (77.659) e 87% (2.289) das crianças permaneciam vivos até o fechamento dos dados para o estudo, em 2014. Dos adultos que foram a óbito, 27.147 morreram em decorrência da aids e 7.297 por outras causas não relacionadas à doença. Entre as crianças, 280 morreram em decorrência da aids e 47 de outras causas.

O sucesso para o aumento do tempo de vida, se deve não apenas a evolução dos antirretrovirais, aumento nos investimentos dos diagnósticos – bem como na distribuição de testes rápidos, mas principalmente pela oferta de tratamento gratuito para todos que é realizada em escala nacional pelo país.

Referências bibliográficas

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Departamento de doenças de condições crônicas e infecções sexualmente transmissíveis. Brasil mais do que dobra o tempo de sobrevida de pessoas com aids. Disponível em: < http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/brasil-mais-do-que-dobra-o-tempo-de-sobrevida-de-pessoas-com-aids > Acesso em 05/08/19. 







Julho Amarelo – Prevenção e Controle das Hepatites Virais


  Desde 2010 foi instituído pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais a ser comemorado dia 28 de Julho. Julho tornou-se então o mês da conscientização sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das Hepatites Virais B e C.

  As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes vírus que apresentam características distintas. Possuem distribuição universal, mas que varia de acordo com o agente etiológico e o tipo de exposição das pessoas aos vírus. O Ministério da Saúde estima que existam 1,7 milhões de brasileiros portadores do vírus da hepatite C e 756 mil portadores do vírus da hepatite B, porém muitas pessoas não sabem que têm estes vírus. O conhecimento da existência da doença, principalmente nessa população, é o grande desafio, pois essas pessoas podem ter se contaminado no passado e não sabem que estão infectadas, por ser uma doença sem sintomas e de longa evolução. Por isso a recomendação da realização de testes para hepatites, com o objetivo de diagnosticar e tratar o mais precocemente possível.

  Durante todo o mês de julho, diversas cidades vem realizando uma campanha mais intensa sobre a prevenção e testagem de hepatites. Porém não é algo limitado ao mês de julho, a prevenção à doença deve ser a mesma nos demais meses do ano, como alerta a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), e a importância de exames que identifiquem a doença de maneira precoce também.

  A campanha visa que a população tenha mais conhecimento da doença. O Ministério da Saúde, indica que a prevenção se torne um hábito, principalmente para evitar que a doença evolua para uma situação mais grave. Pessoas com mais de 40 anos de idade, gestantes ou pessoas que passaram por alguma situação de risco como sexo desprotegido, ou compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam, é aconselhado que façam os testes. Os testes são gratuitos, sendo ofertado pelo SUS, e no caso de resultado positivo, o tratamento é disponibilizado pela rede pública de saúde.

  Vale lembrar que para hepatite B há vacina, que está disponível nas Unidades de Saúde, todas as pessoas devem-se vacinar.

Referências:
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

Copyright © Sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis e prevenção | Facebook

UNIFAL | Pró-reitoria de Extensão