Algumas dúvidas!



O que se considera um comportamento de risco, que possa vir a ocasionar uma infecção pelo vírus da aids (HIV)?

Relação sexual (homossexual ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

Quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo?

O vírus da aids é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.

 As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com penetração?

O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco – algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.

É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas?

Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina. Caso haja alguma exposição de risco (por exemplo, relação sem camisinha), é preciso procurar um profissional de saúde para receber o atendimento adequado. 
 
Que cuidados devem ser tomados para garantir que a camisinha masculina seja usada corretamente?

Abrir a embalagem com cuidado - nunca com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la. Colocar a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Apertar a ponta da camisinha para retirar todo o ar e depois desenrolar a camisinha até a base do pênis. Se for preciso usar lubrificantes, usar somente aqueles à base de água, evitando vaselina e outros lubrificantes à base de óleo que podem romper o látex. Após a ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze de dentro da camisinha. Dar um nó no meio da camisinha para depois jogá-la no lixo. Nunca usar a camisinha mais de uma vez. Utilizar somente um preservativo por vez, já que preservativos sobrepostos podem se romper com o atrito. Além desses cuidados, também é preciso certificar-se de que o produto contenha a identificação completa do fabricante ou do importador. Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e verifique se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia), que atesta a qualidade do produto. Não utilize preservativos que estão guardados há muito tempo em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento.

Como e quando utilizar camisinha feminina?

            Camisinha feminina deve ser utilizada em todas as relações sexuais; deve se colocar antes de qualquer contato entre a vagina a boca ou o pênis do parceiro. Pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual.
            Antes de abrir a embalagem é importante observar data de validade, se não está furada e se existe selo do INMETRO. Não utilizar dente, unha, estilete ou tesoura para abrir a embalagem. Com uma das mãos segura-se o anel que fica dentro da camisinha formando um 8, em uma posição confortável a mulher deve inserir o anel na vagina com um dedo deve-se ajeitar a camisinha para verificar se está torcida, o anel de fora deve recobrir a entrada da vagina e a vulva, após a relação a camisinha deve ser retirada e desprezada. NUNCA REUTILIZAR!


REFERÊNCIAS:

http://www.aids.gov.br/pagina/duvidas-frequentes
http://www.adolescencia.org.br/site-pt-br/camisinha-feminina


CÂNCER DE PRÓSTATA: Mitos e Verdades


O Câncer de Próstata é o segundo tipo mais comum em homens acima de 50 anos, somente atrás do câncer de pele. Para 2016, o Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA, 2016) estima que cerca de 61.200 casos novos da doença surgirão, no Brasil.(INCA, 2016) Os fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar da doença, fatores hormonais, ambientais,  certos hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas), sedentarismo e excesso de peso (VARELLA, 2011).
O Câncer de Próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguido apenas pelo câncer de pulmão. Sendo que, cerca de 1 em 36 homens morrerá de câncer de próstata.(ONCOGUIA 2, s.d.)

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal (VARELLA, 2011). O câncer de próstata é uma doença grave, porém grande parte dos homens diagnosticados com a doença não morre por causa dela (ONCOGUIA, s.d.). Um grande desafio para a sociedade médica em geral é que em seu estágio inicial geralmente não causa sintomas. Sendo de extrema necessidade a realização de exames de rotina, que são geralmente o toque retal e dosagem de PSA no sangue e a ida anual ao urologista. (INCA, 2016). Caso a doença esteja em um estado mais avançado, ela pode apresentar sintomas como micção frequente, fluxo urinário fraco ou interrompido, impotência, sangue  no líquido seminal e entre outros sintomas. E quando há a disseminação da doença, o homem pode sentir dores nas costas, quadris, coxas, ombros ou outros ossos (ONCOGUIA, s.d.)

MITOS E VERDADES SOBRE O CÂNCER DE PRÓSTATA

1.    Todo homem precisa fazer o toque retal?
VERDADE. Grande parte dos homens tem receio em fazer o exame de toque retal, mas este é um exame indolor, mesmo na presença do câncer, e pode detectar doenças benignas ou malignas na próstata. As razões que levam os homens a terem receio para realizar o exame vão desde questões culturais ao medo de descobrir alguma doença.  Porém, os homens ao consultar um urologista e receber instruções sobre o toque retal veem o quão simples é o exame e vencem o constrangimento e não se incomodam mais em serem examinados. (IBACBRASIL, 2013). 

2.     Se o PSA for aperfeiçoado, ele poderá substituir o toque retal?
MITO. Antigamente, acreditava-se que o Antígeno Prostático Específico (PSA) fosse uma enzima exclusiva da próstata, mas atualmente, sabe-se que o PSA também é produzido por outras glândulas. Então, é bem provável que ele não substitua o toque retal. No entanto, é um meio interessante e simples de obter informações por exame de sangue (IBACBRASIL, 2013).

3.    Mesmo sem indício de câncer é preciso continuar fazendo os exames de toque anualmente?
VERDADE. O exame de toque deve ser considerado pelo homem acima de 50 anos, um exame de rotina que deve ser feito anualmente. E para homens com histórico na família de câncer de próstata o exame de toque deve começar a ser feito aos 40 anos. Em conjunto deve ser feito o exame de sangue para avaliar o nível de PSA no sangue (IBACBRASIL, 2013).

4.    O câncer de próstata faz parte do envelhecimento do homem?
VERDADE. O câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade. O aumento das taxas de incidência de câncer de próstata no Brasil pode ser explicado, pois houve evolução nos métodos de diagnósticos e na melhoria na qualidade de informação à população em geral e o aumento da expectativa de vida (IBACBRASIL, 2013). Porém é importante ressaltar que independente da idade, o homem precisa estar atento à saúde e visitar regulamente o médico (SESC, s.d.). O câncer de próstata ocorre principalmente em homens mais velhos. Cerca de seis em cada 10 casos são diagnosticados em homens com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é de cerca de 66 anos (ONCOGUIA, s.d.). 

5.    A vasectomia causa câncer de próstata?
MITO. Estudos mostram que a vasectomia não é um fator de risco para o câncer de próstata (SESC, s.d.).

6.    O câncer de próstata é contagioso?
MITO. Não há chances de a doença ser transmitida para outras pessoas(SESC, s.d.).

7.    O câncer de próstata é hereditário?
VERDADE. O fato de possuir um parente de primeiro grau que tenha desenvolvido câncer de próstata deve ser um fator de alerta, pois há uma possibilidade. No entanto, isto não indica que todo homem que possui histórico familiar da doença, vá desenvolvê-la. Por isso  a importância de visitar um médico regularmente (SESC, s.d.).

8.    O exame PSA é específico para câncer?
MITO. O teste sanguíneo de PSA serve para medir níveis e avaliar alterações, por meio disso, é possível sinalizar doenças, como prostatite – infecção e inflamação, hiperplasia benigna da próstata – alargamento da próstata ou o câncer (SESC, s.d.).

9.    Ter níveis altos de PSA significa estar com câncer?
MITO. Para obter um diagnóstico seguro, é necessário que se faça o toque retal conjuntamente, pois a dosagem de PSA no sangue não é definitivo para diagnosticar um câncer (SESC, s.d.).

Referências: 

1. IBACBRASIL. Saúde do Homem: educação em saúde é essencial para desmistificar mitos.  2013. Disponível em: <http://www.ibacbrasil.com/noticias/enfermagem/saude-do-homem-educacao-em-saude-e-essencial-para-desmistificar-mitos>. 
2. SESC. Mitos e verdades o que é certo e errado sobre a saúde. s.d. Disponível em: <http://www.sourosaeazul.com.br/home/novembro/parasaber/mitos>. 
3. ONCOGUIA. Sinais e Sintomas do Câncer de Próstata. s.d. Disponível em: <http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-do-cancer-de-prostata/1188/288/>.
4. ONCOGUIA 2. Principais dados estatísticos sobre o câncer de próstata. s.d. Disponível em: <http://www.oncoguia.org.br/conteudo/principais-dados-estatisticos-sobre-o-cancer-de-prostata/5852/288/>. 
5. INCA. Detecção precoce. 2016. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/prostata/deteccao_precoce>. 
6. VARELLA, D. Câncer de próstata. 2011. Disponível em:  
<http://drauziovarella.com.br/cancer/cancer-de-prostata/>. 



SUS OFERECERÁ REMÉDIO QUE PODE PREVINIR AIDS



Incorporação do medicamento à lista dos distribuídos gratuitamente na rede pública foi anunciada pelo Ministério da Saúde em conferência internacional
Conteúdo extra: Galeria de fotos O Ministério da Saúde anunciou ontem que pretende incluir na lista de medicamentos gratuitos do Sistema Único de Saúde (SUS), até o fim do ano, o remédio que pode prevenir a infecção pelo HIV. A informação foi dada pela diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério, Adele Benzaken, durante a 2i. a Conferência Internacional de Aids, na África do Sul, e confirmada pelo órgão federal.
Chamado de profilaxia préexposição (PrEP), mas mais conhecido como truvada - seu nome comercial -, o medicamento diminui as chances de contaminação pelo vírus da Aids quando tomado continuamente, mas pode trazer efeitos colaterais, como leves disfunções gastrointestinais e renais. A pílula de ingestão diária combina dois tipos de antirretrovirais (tenofovir e emtricitabitina) e é indicada para a população não infectada, mas que tem maior chance de contágio. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o remédio diminui em até 92% o risco de o vírus entrar nas células.
A estimativa do Ministério da Saúde é de que 10 mil pessoas tenham acesso ao medicamento no primeiro ano. "O remédio deverá ser ofertado em serviços especializados do SUS para populações com risco acrescido, como travestis, homens que fazem sexo com homens, transexuais e profissionais do sexo", disse a pasta, em nota.
Em julho de 2014, a OMS divulgou diretriz recomendando que homens homossexuais utilizassem a PrEP como forma adicional de prevenção à infecção por HIV, além do preservativo. "As taxas de infecção por HIV entre homens que fazem sexo com homens continuam altas em quase todos os lugares do mundo e novas opções de prevenção são necessárias com urgência", declarou a organização, em informe na época.
Segundo o ministério, o departamento de DST, Aids e Hepatites Virais já prepara um protocolo clínico de PrEP para ser encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS, órgão que define quais medicamentos, terapias e tratamentos são incluídos na rede pública. Como a maioria dos integrantes da comissão pertence a órgãos do ministério, o antirretroviral não deverá enfrentar dificuldade para ter sua incorporação aprovada.
Aval. Para dar base à decisão de incluir o antirretroviral em sua lista de medicamentos gratuitos, o ministério financiou dois estudos de PrEP no Brasil, que estão sendo conduzidos pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela Fundação Oswaldo Cruz. Para Zarifa Khoury, infectologista do Instituto Emílio Ribas, a medida anunciada pelo ministério é positiva e necessária. "Até hoje, a camisinha sempre foi a única forma de prevenção, mas, claramente, não atende a todos. Tanto não atende que a epidemia não parou de se alastrar. Há algumas pessoas que não conseguem usar o preservativo em 100% das situações e, para eles, a PrEP é necessária. A ideia é que ela seja associada ao uso da camisinha."
Referencias:

Disponivel em :< http://www.aids.gov.br/noticia/2016/sus-oferecera-remedio-que-pode-prevenir-aids> . Acwsso em : 26 de julho, 2016.

PROFILAXIA PARA PrEP



Aprovada na atualidade em alguns países, consiste no uso de medicamentos contra o HIV diariamente, inclusive antes de ter sexo sem preservativos. Ainda não disponível no Brasil.
O que é a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)?
A PrEP é uma estratégia de prevenção para o HIV, para pessoas sem HIV.

Em que consiste a PrEP?
Ela consiste no uso de medicamentos antirretrovirais, ou de gel tópico com medicamentos antirretrovirais para prevenir a infecção pelo HIV.

Estou confuso. Isto não é a mesma coisa que a PEP (Profilaxia Pós-Exposição)?
Não é a mesma coisa, mas é semelhante. A PEP você inicia em até 72 horas DEPOIS (por isso é PÓS) de ter se exposto ao HIV, seja porque não usou preservativo ou porque este se rasgou. Sem entrar em detalhes, a PEP consiste no uso pela pessoa sem HIV de um tratamento com dois ou três antirretrovirais pelo período de 28 dias para evitar a provável infecção.

E então como é a PrEP?
A PrEP é similar, só que a pessoa sem HIV inicia o tratamento com antirretrovirais ANTES (por isso é Pré) de se expor ao HIV em relações sexuais. Isto pode acontecer porque não utilizará o preservativo ou porque deseja ter uma segurança a mais. A pessoa tem que manter o tratam.

Foi comprovada a eficácia da PrEP?
Sim. Ela foi comprovada em vários casos.

A eficácia da PrEP é superior à eficácia do preservativo?
Esta pergunta provavelmente não pode ser respondida. Por motivos de ética em todos os estudos a todos os participantes foi fornecido aconselhamento sobre prevenção e insumos de prevenção tais como preservativos, gel e tratamento para DST

Há algum estudo que comprove a eficácia da PrEP?
Sim. O primeiro estudo a mostrar resultados (2010) foi o iPReX, realizado em aproximadamente 2.400 voluntários homens que fazem sexo com homens (HSH) sem HIV. Ele utilizava a combinação de tenofovir com emtricitabina (TDF-FTC), dois antirretrovirais utilizados para o tratamento da infecção em pessoas com HIV, apresentados numa única pílula. O grupo foi dividido ao acaso em dois subgrupos. A um subgrupo foi fornecida a TDF FTC e ao outro uma pílula placebo (substância sem efeito farmacológico). E comparou-se quantas infecções pelo HIV houve em cada subgrupo. A diferença entre as infecções de cada subgrupo forneceu a eficácia da PrEP. Neste caso a eficácia foi de 44%.

Esta eficácia parece baixa. Estou errado?
Realmente, essa eficácia é baixa. Mas houve problemas de adesão aos medicamentos. Estudos farmacológicos posteriores constataram que o TDF-FTC tomado 4 vezes por semana resulta numa eficácia superior a 90%. Situação semelhante também ocorreu em Estudo com microbicidas (gel vaginal contendo Tenofovir) em que de 39% de eficácia verificada no ensaio, com adesão de 80%, passou-se a verificar 54% de eficácia, ou seja, com maior adesão, a eficácia protetora contra a transmissão do HIV nas mulheres foi de 54%. Houve outros dois estudos em mulheres, chamados de Fem-PrEP e VOICE e não constataram eficácia alguma devido à falta de adesão%.

Que outros estudos houve sobre PrEP?
Um estudo em 4758 casais sorodiscordantes chamado PARTNERS (Parceiros) constatou, em 2011, uma eficácia de 63% entre os usuários do Tenofovir e de 72% em usuários de TDF-FTC. Esta diferença não foi estatisticamente significativa. O estudo TDF2, realizado em Botsuana entre 1219 homens e mulheres heterossexuais mostrou uma eficácia de 62% pelo uso de TDF-FTC. Em 2013, foram divulgados os resultados do estudo Bangkok entre 2413 pessoas usuárias de drogas injetáveis (UDI). Elas receberam Tenofovir isolado ou placebo. A eficácia constatada foi de aproximadamente 49%.

Todos estes estudos são para o uso de antirretrovirais por via oral. E o gel tópico?
Houve um estudo chamado Caprisa 004 realizado em 889 mulheres. Elas usavam um gel tópico com tenofovir na vagina 12 horas antes das relações sexuais e também até 12 horas depois. Ele alcançou uma eficácia de 39%. É um resultado promissor, embora a eficácia observada seja insuficiente para o licenciamento deste gel.

 Esses são todos os estudos de eficácia realizados até hoje?
Não. Houve mais dois estudos, ambos realizados em mulheres. Um deles foi o FEM-PrEP, com 2120 voluntárias. O estudo avaliava o uso de TDF-FTC oral. Ele foi suspenso precocemente em 2011 por falta de eficácia. O outro foi o VOICE que tinha cinco braços: um de gel de tenofovir, outro de tenofovir oral, outro com TDF-FTC, outro de gel placebo e outro de pílula placebo. Este ensaio tinha mais de 5000 voluntárias. Primeiramente foram suspensos os braços com uso de gel por falta de eficácia e depois, em 2013, foi anunciado que os outros não comprovaram eficácia.

Estes resultados contradizem a eficácia comprovada nos outros?
Não. O que foi constatado é que houve pouca adesão aos medicamentos em experimentação.

Então parece que a adesão é um problema importante nesta estratégia?
Sim. A adesão é um problema importante, como também é a adesão aos preservativos.

Há algum resultado que indique a possibilidade de tomar menos doses semanais de TDF-FTC?
Sim. Uma continuação do estudo IPREX não observou infecção alguma entre as pessoas que ingeriam o medicamento pelo menos 4 vezes por semana. Por outro lado, o estudo IPERGAY (França) está avaliando uma PrEP iniciada antes da relação sexual e continuada nos dois dias seguintes.

Há outras abordagens em andamento?
Sim. Há outras pesquisas em curso para esta estratégia, com produtos diversos: alguns usam uma injeção mensal de um antirretroviral chamado rilpivirina, outros um anel vaginal de uso mensal ou trimestral. Isto provavelmente melhoraria a adesão. Também entrou recentemente em ensaio de Fase II um microbicida para uso retal (para quem faz sexo anal).

Há alguma medicação aprovada para o uso como PrEP?
Sim. O uso de TDF-FTC foi aprovado pela Agência Sanitária dos EUA (FDA) para uso como PrEP em 2012.

 Há orientações de algum órgão de saúde para o uso da PrEP?
Sim. O Centro de Controle de Doenças (CDC) dos EUA lançou Orientações Provisórias para o uso da PrEP em HSH (2011), em Heterossexuais (2012) e em UDI (2013) e Diretrizes em 2014. A Associação Sul-Africana de Clínicos para HIV também publicou Orientações para o uso da PrEP em HSH (2012). A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomendou em 2014 o uso da PreP com TDF-FTC em HSH, e em casais sorodiscordantes (isto é, um parceiro com HIV e o outro sem HIV).

Para quem é recomendada a PrEP segundo as Diretrizes do CDC?
O CDC dos EUA lançou em maio de 2014 novas diretrizes para PrEP.
Recomendam que a profilaxia pré-exposição ( PrEP ) seja considerada para quem for HIV negativo e:
• está num relacionamento sexual constante com um parceiro que vive com HIV ou,
• é um homem gay ou bissexual que teve relações sexuais sem preservativo ou foi diagnosticado com uma doença sexualmente transmissível nos últimos seis meses, e não está num relacionamento monogâmico com um parceiro que recentemente testou HIV negativo ou,
• é um homem heterossexual ou mulher que nem sempre usa preservativos durante as relações sexuais com parceiros que sabidamente estão em risco para o HIV (por exemplo, pessoas que injetam drogas ou parceiros masculinos bissexuais de sorologia desconhecida para o HIV), e não está num relacionamento monogâmico com um parceiro que recentemente testou HIV negativo ou,
• tem, nos últimos seis meses, injetado drogas e partilhou equipamentos ou esteve em um programa de tratamento para uso de drogas injetáveis.

E no Brasil?
No Brasil não há recomendações sobre PrEP e nenhum medicamento foi aprovado para este uso. Logo por enquanto não há acesso pelo SUS.
Que outros estudos de PrEP estão em andamento?
Há estudos de demonstração. Recentemente um estudo de Fase IV
nos EUA mostrou mais de 1700 pessoas em uso de PrEP naquele país, a
maior parte mulheres.

E no Brasil há estudos de demonstração?
No Brasil está sendo realizado um estudo de demonstração em 400 HSH do Rio de Janeiro e de São Paulo com TDF-FTC. O estudo de demonstração é um estudo para o uso em condições mais próximas do cotidiano dos serviços de saúde. O estudo também avaliará a aceitabilidade por parte da população e a adesão.

 O uso da PrEP com TDF-FTC deve ser acompanhado de outras medidas?
Sim. Em primeiro lugar deve haver o acompanhamento da função renal porque o Tenofovir pode dar algum efeito adverso no rim. Em segundo lugar, é necessária a testagem frequente (a cada 3 meses) para HIV e outras doenças de transmissão sexual.

Por que é necessária a testagem para HIV?
Porque eventualmente a pessoa em uso de PrEP pode se infectar pelo HIV. Se ela continuar tomando esta combinação de TDF-FTC, estaria usando uma terapia dupla, quando o indicado para o tratamento da infecção é o uso de terapia tríplice. Assim, se a pessoa continuar usando esta terapia dupla, ela poderá desenvolver vírus resistentes ao tenofovir ou à emtricitabina ou aos dois, queimando opções de tratamento.

E se eu estiver tomando TDF-FTC e for infectado com o HIV, posso continuar a tomar esse mesmo medicamento ou terei de mudar a combinação?
Isto você deverá consultar com seu médico. Talvez você tenha que realizar um teste de genotipagem para determinar se o HIV presente no seu organismo é resistente ao tenofovir, à emtricitabina ou aos dois antirretrovirais.

Qual é a diferença entre a PrEP com TDF-FTC diária e o preservativo?
Há várias diferenças entre o uso do preservativo e o uso desta PrEP:
• O preservativo tem que ser utilizado durante a relação sexual. A PrEP (com TDF-FTC) pode ser utilizada num momento distante da relação sexual, e continuado depois diariamente;
• Às vezes, algumas pessoas têm relações sexuais sob o efeito de álcool ou de outras drogas e portanto podem ser mais avessos a usar o preservativo. Mas você pode tomar a PrEP num momento de sobriedade alcoólica ou de outras drogas;
• O preservativo protege contra outras DST e contra a gravidez indesejada. Esta PrEP não têm efeito para estas finalidades;
• O uso do preservativo exige o conhecimento e a concordância do parceiro ou parceira sexual. O uso da PrEP pode ser realizado independentemente do conhecimento do parceiro ou parceira.
REFERENCIAS:

Disponível em: <http://giv.org.br/Publica%C3%A7%C3%B5es/Cartilha-Direitos-Humanos-Jovens-Gays.pdf> . Acesso em 25 de julho, 2016

DST DA BOCA E COMO EVITÁ-LAS

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são contraídas de diversas formas de relação sexual. O sexo oral, de acordo com o AVERT , é comum em adultos sexualmente ativos de todas as idades e orientações. Isso pode resultar em uma doença que toma conta dos tecidos ao redor da área de contato e algumas infecções são mais propensas a afetar a boca do que outras.
As DSTs mais comuns da boca são a herpes, clamídia, gonorreia e sífilis. Tenha em mente que também é possível contrair doenças como a Hepatite A, B e C, assim como outras infecções gastrointestinais
Meio de transmissão.
O principal meio de transmissão de DSTs na boca se dá no contato com líquidos corporais. Na maioria dos casos, a presença de úlceras orais faz com que os fluídos da genitália de um parceiro infectado entrem no organismo, e, então, uma infecção localizada se desenvolve. Doenças podem também ser transmitidas da boca de uma pessoa infectada à genitália do seu/sua parceiro(a).
Sintomas a se atentar.
Os sintomas dependem do tipo de DST contraída. A gonorreia oral, conforme descrita no MedicineNet, também é chamada de gonorreia faríngea porque normalmente afeta a faringe.
Os sintomas que poderiam indicar uma DST oral incluem:
•          Aftas na boca, que não necessariamente doem.
•          Lesões similares a (feridas e herpes labial) ao redor da boca.
•          Garganta avermelhada e dolorida, com dificuldades para engolir.
•          Amigdalite.
•          Vermelhidão com manchas brancas que se assemelham a infecções na garganta.
•          Corrimento esbranquiçado ou amarelo
. 


Efeitos da HIV/AIDS e DSTs na saúde bucal
Os casos bucais mais comuns em indivíduos com HIV/AIDS são: verrugas orais, bolhas de febre, leucoplasia pilosa (língua negra pilosa), candidíase oral e aftas. Outros problemas orais que ocorrem na cavidade oral são: boca seca, o que pode causar cárie e dificuldade para comer e se comunicar. Se você tem HIV, alterações em sua boca podem refletir as alterações em seu estado imunológico. Algumas DSTs também afetam a sua saúde bucal; sintomas comuns são a herpes labial e as feridas dentro da boca.
                           

Disponivel em : < http://www.colgate.com.br/pt/br/oc/oral-health/conditions/hiv-aids-and-stds/article/SW-281474979394277> Acesso em 26 de julho, 2016.

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