Candidíase: fique em alerta






Candidíase e uma infecção causada pelo fungo Candida Albicans que pode se apresentar em homens e mulheres, e podem ser transmitidos nas relações sexuais sem o uso de preservativo.
Entretanto esse microrganismo vive normalmente no corpo humano sem causar prejuízos, porém quando ocorre desequilíbrio esse fungo pode se proliferar de maneira desordenada e causar danos. No verão as pessoas ficam mais vulneráveis a adquirir a infecção devido aos longos períodos com roupas de banho molhadas o que torna o ambiente favorável a proliferação desse fungo.


Seus sintomas são:
  •      coceiras e vermelhidão na região genital
  •      corrimento esbranquiçado
  •      ardor ao urinar
  •      dor nas relações sexuais

           Prevenção

  •      Evitar ficar muito tempo com roupas de banho molhadas
  •      optar por calcinha de algodão
  •      usar preservativo nas relações sexuais
  •      evitar o uso de roupas que apertem a região intima, use roupas mais leves para ventilar o local


O tratamento e feito com pomadas antifúngicas e ou medicamentos orais, e sempre que tiver alguns desses sintomas procurar um médico.




REFERÊNCIAS


AZEVEDO, Evelin.Casos de candidíase aumentam no verão por causa de roupas de banho. Disponível em :<https://extra.globo.com/noticCasos de candidíase aumentam no verão por causa de roupas de banhoias/saude-e-ciencia/casos-de-candidiase-aumentam-no-verao-por-causa-de-roupas-de-banho-22331082.html> Acesso em : 24 de fevereiro de 2019

CANDIDÍASE.Drazio. Disponível em:< https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/candidiase/#>Acesso em:24 de fevereiro de 2019

Você já ouviu falar em Linfogranuloma venéreo?

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O que é
O linfogranuloma venéreo (LGV), também chamado de mula, é uma infecção sexualmente transmissível (IST). Causada por três tipos diferentes da bactéria Chlamydia trachomatis, que também é responsável pela clamídia. Nos casos do LGV, existe formação de feridas indolores e cheias de líquido na região íntima e que nem sempre são percebidas.
LGV ocorre esporadicamente nos EUA, mas é endêmico em partes da África, da Índia, do Sudeste Asiático, da América do Sul e do Caribe. Em geral, é diagnosticado muito mais em homens do que em mulheres.

Formas de contágio
O contágio ocorre por via sexual por isso é importante usar a camisinha em todos os contatos íntimos, bem como ter atenção à higienização da região íntima após a relação sexual.

Sinais e sintomas
  • As feridas podem aparecer nos órgãos genitais e também em outras partes do corpo (pênis, vagina, colo do útero, ânus e boca). Muitas vezes as mesmas não são percebidas e desaparecem sem tratamento.
  • Entre uma a seis semanas após a ferida inicial, surge um inchaço doloroso (caroço ou íngua) na virilha, que, se não for tratado, rompe-se, com a saída de pus.
  • Pode haver sintomas por todo o corpo, como dores nas articulações, febre e mal-estar.
  • Quando não tratada adequadamente, a infecção pode agravar-se, causando acúmulo de linfa no pênis, escroto e vulva
Diagnóstico e Tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa IST, recomenda-se procurar um serviço de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento com antibiótico adequado.
O diagnóstico é feito por meio da análise dos sintomas e exames de sangue que identificam os anticorpos contra Chlamydia trachomatis, bem como a cultura de secreção da ferida, que pode ser útil para identificar o microrganismo e verificar qual o melhor antibiótico para ser usado como tratamento.
O tratamento deve ser feito de acordo com a orientação médica, o tempo e tipo de tratamento variam de acordo com o perfil de sensibilidade do microrganismo e com os sintomas apresentados. Além disso, é importante que a pessoa faça exames regulares para certificar que realmente o tratamento está tendo efeito desejado.


Referências
http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-ist/linfogranuloma-venereo-lgv
https://www.minhavida.com.br/saude/galerias/20481-conheca-15-tipos-de-dsts-e-como-preveni-las
https://www.tuasaude.com/linfogranuloma-venereo/

Sífilis: Evolução da doença 



           A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser transmitida por relação sexual sem o uso de preservativos com uma pessoa infectada ou para a criança durante o parto ou gestação. Suas manifestações clínicas variam de acordo com os estágios da infecção. 
       
      Sinais e sintomas de acordo com a fase da doença:  
Primária:   Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele). Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha. 
Secundária: Manchas no corpo, normalmente não coçam, pode ocorrer febre, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. 
Sífilis latente – Não há sinais ou sintomas. 
É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). 
Terciária: Geralmente apresenta sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, cardiovasculares, neurológicas e ósseas. Esses sintomas podem surgir de 2 a 40 anos depois no início da infecção. 

Sífilis tem cura. O diagnóstico é realizado através de exames específicos, incluindo teste rápido, que é disponível nos serviços de saúde do SUS. Mas vale lembrar que é importante se prevenir sempre, uso correto da camisinha, tanto masculina quanto feminina e acompanhamento das gestantes e parceiros sexuais, para prevenção da sífilis congênita. 


REFERÊNCIAS



Vacina contra o vírus HIV: testes eficazes



      
         Pesquisadores estão satisfeitos com resultados de uma nova vacina contra o vírus HIV. Foi induzida uma substância para a produção de anticorpos contra uma das formas do vírus. O desenvolvimento da Vacina contra o vírus HIV, pela instituição de pesquisa médica Scripps Research, está sendo investigado desde a década de 90.                                               A pesquisa obteve bons resultados em macacos de espécie rhesus, conhecido também como Macaca mulata. Os Pesquisadores tinham como desafio treinar os animais a identificar os vírus, uma vez que seu sistema imunológico foi exposto ao trímero de proteína do envelope, e também fazer com que eles fossem capazes de produzir os anticorpos corretos contra o HIV.                                                                              A vacina foi testada em dois grupos de macacos rhesus, que já haviam sido imunizados em razão de outro estudo. Um grupo era composto de seis que desenvolveram baixos níveis de anticorpos nessa oportunidade e outros seis desenvolveram altos níveis de anticorpos.
A conclusão foi de que a vacinação funcionava nos animais de altos níveis de anticorpos, e que eles podem produzir um número suficiente deles contra o vírus Tier 2 de maneira a prevenir a infecção por HIV. Assim, os cientistas chegaram à primeira estimativa de níveis de anticorpos neutralizantes induzidos pela vacina necessários para proteger contra o HIV.
Referências:

Donovanose: uma IST pouco conhecida


A donovanose é uma infecção sexualmente transmissível (IST) pouco frequente, de maior prevalência em regiões de clima tropical e subtropical, causada pela bactéria Gram negativa Klebsiella granulomatis, anteriormente chamada Calymatobacterium granulomatis. Ela afeta igualmente homens e mulheres, e é mais frequente em pacientes negros e na faixa etária entre 20 e 40 anos. Tem caráter crônico e progressivo, e acomete principalmente pele e mucosas da genitália, da virilha e do ânus. É endêmica no Brasil, mas sua ocorrência vem apresentando declínio: no ano de 2011, estimava-se que ela representava 5% dos casos de IST.

A transmissão ocorre através do contato direto com as lesões durante a relação sexual desprotegida com indivíduo infectado. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, há relatos de ocorrência dessa infecção em crianças e pessoas com vida sexual inativa, o que permite inferir que a via sexual pode não ser a única forma de transmissão. O período de incubação varia de 3 dias a 6 meses. Já o período de transmissibilidade não é conhecido, mas acredita-se que ele dure enquanto existam lesões abertas em pele e mucosas.

Após o contágio, surge uma lesão com aspecto de nódulo ou pápula (caroço) no local de inoculação do patógeno. Essa lesão sofre erosão e adquire o aspecto de uma úlcera de coloração vermelha, que é indolor e sangra com facilidade. Conforme a extensão da úlcera aumenta, ocorre destruição da pele adjacente. Não ocorre linfonodomegalia (íngua). Muito embora o acometimento de pele e mucosas seja o mais comum, a bactéria pode acometer também as vísceras, por meio da disseminação hematôgênica, ou seja, através da corrente sanguínea. Além disso, a destruição da pele pela úlcera cria uma porta de entrada, que pode favorecer a infecção por outros microrganismos.

 Lesões da donovanose em suas formas ulcerosa (esquerda) e úlcero-vegetante (direita). Fonte: Bezerra, Jardim, Silva, 2011.


O diagnóstico da donovanose é eminentemente clínico, ou seja, pode ser feito pela constatação dos sinais e sintomas.  O diagnóstico laboratorial também é possível. Neste caso, é realizada uma biopsia da lesão e em seguida um esfregaço em lâmina. Constata-se a donovanose pela observação dos corpúsculos de Donovan ao microscópio. O tratamento dessa infecção é feito pelo uso de antibióticos, os quais só devem ser utilizados sob prescrição médica. Após o término do tratamento, o paciente deve voltar ao serviço de saúde para que um médico possa avaliar se as lesões desapareceram e se houve cura da infecção. O contato sexual deve ser evitado durante o tratamento e enquanto houver lesões ativas.

Corpúsculos de Donovan observados ao microscópio.  Fonte: Bezerra, Jardim, Silva, 2011.


Para a prevenção da donovanose, bem como de outras IST, é imperativo o uso de preservativo em toda relação sexual, seja ela oral, anal ou vaginal. A prevenção só é efetiva se a área das lesões estiver completamente coberta pela camisinha.



Fonte: Farol de notícias


REFERÊNCIAS

Bezerra SMFMC, Jardim MML, Silva VB. Donovanose. An Bras Dermatol. 2011;86(3):585-6.

Ministério da saúde. Donovanose. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-ist/donovanose>. Acesso em 17 Dez 2018.

Sociedade Brasileira de Infectologia. Donovanose. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/987/donovanose>. Acesso em 17 Dez 2018.
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