Julho Amarelo – Prevenção e Controle das Hepatites Virais


  Desde 2010 foi instituído pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais a ser comemorado dia 28 de Julho. Julho tornou-se então o mês da conscientização sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das Hepatites Virais B e C.

  As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes vírus que apresentam características distintas. Possuem distribuição universal, mas que varia de acordo com o agente etiológico e o tipo de exposição das pessoas aos vírus. O Ministério da Saúde estima que existam 1,7 milhões de brasileiros portadores do vírus da hepatite C e 756 mil portadores do vírus da hepatite B, porém muitas pessoas não sabem que têm estes vírus. O conhecimento da existência da doença, principalmente nessa população, é o grande desafio, pois essas pessoas podem ter se contaminado no passado e não sabem que estão infectadas, por ser uma doença sem sintomas e de longa evolução. Por isso a recomendação da realização de testes para hepatites, com o objetivo de diagnosticar e tratar o mais precocemente possível.

  Durante todo o mês de julho, diversas cidades vem realizando uma campanha mais intensa sobre a prevenção e testagem de hepatites. Porém não é algo limitado ao mês de julho, a prevenção à doença deve ser a mesma nos demais meses do ano, como alerta a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), e a importância de exames que identifiquem a doença de maneira precoce também.

  A campanha visa que a população tenha mais conhecimento da doença. O Ministério da Saúde, indica que a prevenção se torne um hábito, principalmente para evitar que a doença evolua para uma situação mais grave. Pessoas com mais de 40 anos de idade, gestantes ou pessoas que passaram por alguma situação de risco como sexo desprotegido, ou compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam, é aconselhado que façam os testes. Os testes são gratuitos, sendo ofertado pelo SUS, e no caso de resultado positivo, o tratamento é disponibilizado pela rede pública de saúde.

  Vale lembrar que para hepatite B há vacina, que está disponível nas Unidades de Saúde, todas as pessoas devem-se vacinar.

Referências:

Precauções para indivíduos com HIV no meio da pandemia da COVID-19

       A COVID-19 é uma doença grave e todas as pessoas inclusive as que vivem com HIV devem tomar todas as medidas preventivas recomendado para minimizar a exposição ao vírus Sars-Cov2, causador da COVID-19, e para prevenir a infecção. As pessoas idosas vivendo com HIV ou pessoas com HIV que possuem problemas cardíacos ou pulmonares estão no grupo de risco, ou seja, estão em maior risco de contrair o vírus e apresentar sintomas mais graves.                                                                                  
O UNAIDS recomenda algumas precauções que indivíduos com HIV e populações-chaves devem seguir para prevenir a infecção pelo Sars-Cov2, veja algumas delas a seguir (UNAIDS, 2020):
  •  Limpe as mãos frequentemente com água e sabão (por 40 a 60 segundos) ou gel em álcool para as mãos (por 20 a 30 segundos).
  •  Cubra a boca e o nariz com um cotovelo flexionado ou lenço de papel ao tossir ou espirrar. Jogue fora lenço após o uso.        
  • Evite contato próximo com qualquer pessoa que tenha a febre ou tosse.
  • Fique em casa quando estiver doente.
  • Se estiver com febre, tosse e dificuldade em respirar e tiver viajado recentemente ou residir em uma área onde a COVID-19 é relatada, você deve respeitar as determinações do Ministério da Saúde e, em caso de sintomas mais graves, procurar atendimento médico imediatamente nos serviços de saúde, com seu médico/sua médica ou hospital local. Antes de ir à unidade de saúde ou ao consultório médico, ligue com antecedência e informe as pessoas sobre seus sintomas e viagens recentes.
  • Se você estiver doente, use uma máscara médica e fique longe dos outros  
 O que o UNAIDS está fazendo em relação as pessoas com HIV e o Coronavírus:
         
O UNAIDS no meio desta pandemia está atuando com governos e parceiros das comunidades de indivíduos que vivem com HIV e que estão vulneráveis ao vírus, por meio de pesquisas para avaliar as necessidades de informações, medicamentos disponíveis e capacidade de acesso a redes serviços de apoio. Descobrindo se a dispensação ampliada (para vários meses) de terapia antirretroviral está sendo totalmente implementada e, se não, ajudar a identificar soluções e alternativas sobre como implementá-la. E avaliando a possibilidade de interrupção do serviço de HIV e desenvolver planos de acesso a esses serviços.                                                                       
O UNAIDS recomenda:
 
       Eles recomendam que o atendimento a essa população deve continuar, principalmente com a COVID-19, garantindo a disponibilidade de preservativos, da redução de danos, da profilaxia pré-exposição e da testagem de HIV, entre outros insumos da prevenção combinada. E ressalta que os países devem fazer a dispensação de três meses de tratamento contra o HIV.
 
 
Referências bibliográficas:



        
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

Copyright © Sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis e prevenção | Facebook

UNIFAL | Pró-reitoria de Extensão