Carnaval com saúde


     Estamos em época de festas, muita felicidade e alegria com a chegada do carnaval, comemoração típica do Brasil. Apesar de a folia ter chegado é precisa continuar com os cuidados com a saúde para que assim consiga aproveitar bem essa festa maravilhosa que somente o Brasil possui.
    Assim dito, para reforçar esse cuidado o ministério da Saúde em sete de fevereiro já começou a distribuir preservativos por todo país. Estima-se que nesse período, até o começo do carnaval, ele distribua cerca de 128,6 milhões de camisinhas, dentre elas 125,1 milhões de camisinhas masculinas e 3,4 milhões femininas, além de 8,9 milhões de unidades de gel lubrificante.
      Em nota, o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Gerson Pereira, comenta que em virtude de algumas infecções sexualmente transmissíveis possuírem fases assintomáticas, impossibilitando que a pessoa saiba que tenha até que a infecção se agrave. Assim, é de extrema importância estimular o uso dos preservativos, principalmente na época de carnaval, para prevenir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (IST).
     A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) , sabendo que nessa época de folia, intensificam as transmissões das IST, fez uma campanha, no dia 17 de fevereiro de 2020, para conscientizar os foliões sobre as doenças e assim utilizar a camisinha. Com o tema “Camisinha: em Qualquer Bloco ela veste bem” alem orientar sobre a importância do cuidado com a saúde e o uso da camisinha em todas as relações sexuais para a prevenção de HIV/Aids, hepatites, sífilis, além de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) a SES-MG distribuirá também mais de oito milhões de preservativos em todo o estado durante as festas.
           



 Imagem retirada da secretaria do Estado de Saúde-MG [1]




  É importante lembrar que as ISTs são infecções que geralmente atingem os órgãos genitais, causando lesões e podendo aumentar a vulnerabilidade para adquirir outras infecções. Ademais, as IST não sometem afetam a vida do paciente adulto, mas podem na saúde reprodutiva e infantil em virtude da possibilidade dessas infecções poderem provocar infertilidade, quando não tratada corretamente, e nos casos mais graves pode causar a morte fetal e agravos à saúde da criança.
  Segue abaixo alguns exemplos de infecções sexualmente transmissíveis, suas características e o modo de prevenção, informações as quais foram retiradas do site do Ministério da Saúde, Portal do Governo Brasileiro [2].




Os laços da saúde: conheça o significado de cada cor.

Como forma de incentivar a mobilização da população em torno dos temas da saúde, adotaram-se parâmetros, como os laços coloridos, para alertar para a prevenção de doenças ou para dar visibilidade às lutas das pessoas doentes.Ao longo dos anos, desde a primeira associação do uso de laços na área da saúde, quando em 1990 ativistas contra a Aids criaram fitinhas vermelhas representando suas lutas, os laços ganharam definição por meio das cores e dos meses de referência,como forma de alavancar as mensagens sobre controle de diferentes doenças, dos cuidados com a saúde e de promoção da vida saudável. Mais do que poder simbólico, as campanhas de prevenção conscientizam e informam milhares de pessoas.

Reunimos as fitas que representam as infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais, e a título de conhecimento geral listamos ademais fitas e suas respectivas cores e meses:









·  Outubro rosa – câncer de mama.
§  Novembro azul – câncer de próstata, diabetes.
§  Fevereiro roxo – lúpus, fibromialgia, Mal de Alzheimer.
§  Abril quebra-cabeça – autismo.
§  Junho laranja – anemia, leucemia.
§  Julho amarelo – câncer ósseo.
§  Setembro verde – doação de órgãos.

Referências


Campanha ''e se ?''


TESTES RÁPIDOS
O Ministério da Saúde criou a campanha ‘e se?’ Com vídeos e informes publicitários que visa, conscientizar a população brasileira jovem sobre a importância da prevenção, teste e tratamento do HIV, para evitar a AIDS.
Hoje é possível detectar o vírus em 30 minutos com os chamados testes rápidos. Em que o profissional de saúde, que pode ser médico, enfermeiro ou técnico de enfermagem, capacitado, coleta uma gota de sangue ou fluido oral, submete ao reagente e rapidamente já é fornecido o resultado positivo ou negativo. No entanto, é preciso estar atento sobre o prazo de se fazer o teste rápido, por conta da chamada janela imunológica.
A Janela imunológica é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e a identificação de anticorpos produzidos pelo organismo. Portanto, fazer o teste antes de passar o período de janela imunológica pode gerar um resultado conhecido como falso negativo. Para o HIV esse período varia até 30 dias, porém, se o paciente realizar dois testes rápidos com resultados positivos, ele já é encaminhado diretamente para o local correto de tratamento.
A população pode realizar os testes em unidades básicas de saúde ou em serviços laboratoriais conveniados ao Sistema único de saúde ( sus) e nos Centro de testagem e aconselhamento (CTA).

Referências bibliográficas: 





Atualidade x AIDS/HIV


É sabido que desde a sua “explosão” no final do século para os dias atuais, o número de pessoas infectadas pelo HIV, vem diminuindo em escala global. No entanto, apesar dessa diminuição, sabe-se que ainda se tem um caminho considerável para percorrer para assim extinguir com a infecção.
Todavia, apesar das estatísticas mostraram essa diminuição, elas mostraram que esta ocorre de forma desigual entre os países e que os adolescentes são o grupo que possuem maior risco contraírem a infecção.
Assim sendo, Vera Paiva comenta que “A maior vulnerabilidade dos adolescentes ao HIV é uma tendência global. Atualmente, existem mais de 2 milhões de adolescentes e jovens adultos (15-24 anos) infectados. Esse é o único grupo em que a taxa de infecção continua a aumentar, com um risco relativo 50% maior em relação às outras faixas etárias”

“Conforme disse Gunilla Carlsson, diretora executiva da Unaids [Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS], é inaceitável que toda a semana 6 mil adolescentes, meninas e jovens mulheres sejam infectados por HIV em todo o mundo porque seus direitos reprodutivos e sexuais continuam sendo negados”, disse Paiva, que coordena uma pesquisa sobre adolescência e Aids no Brasil. O estudo é apoiado pela FAPESP por meio de um Projeto Temático.

è Dados epidemiológicos:

Como exemplo para mostrar sobre a situação atual sobre a infecção, foi utilizados dados sobre o estado de Minas Gerais, retirados da SINAN – IST -HIV/AIDS/SES/SUBVS-SVE-DVCC-CIST.






É válido acrescentar que Em Minas Gerais, o diagnóstico pode ser realizado através da sorologia anti-HIV e testes rápidos, disponíveis em todas as unidades básicas de saúde ou nos serviços ambulatoriais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os testes rápidos também estão disponíveis nos Serviços de Atenção Especializada (SAE) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Práticos e de fácil execução, fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos, a partir da coleta de uma gota de sangue ou fluido oral.

Referências


 


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