Anticoncepcional Masculino



Além da camisinha masculina, a lista de métodos contraceptivos disponíveis no mercado atual é repleta de possibilidades para as mulheres: pílula diária, pílula do dia seguinte, injeções e até mesmo a camisinha feminina. Todo este desenvolvimento de opções para a escolha delas acabou colocando-as como totais responsáveis pelo próprio corpo.
A novidade, que deve chegar ao mercado até 2017, é voltada para eles, que contavam, até então, com a proteção de látex ou intervenção de vasectomia. A injeção Vasalgel foi desenvolvida pela Parsemus Fondation, uma organização americana sem fins lucrativos.
O anticoncepcional masculino é uma solução gelatinosa, feita por polímeros sem hormônios e que promete funcionar a longo  prazo, de forma reversível. Basta uma injeção no pênis para bloquear o avanço dos espermatozoides pelo duto deferente – canal por onde passa o esperma. Isso significa que o procedimento produz o mesmo efeito duradouro de uma vasectomia, mas é menos invasivo que cortar o vaso. Ele barra sua liberação, em vez de interferir na sua produção, como acontece com os óvulos das mulheres quando tomam pílula. Se o homem quiser voltar a ter filhos enquanto já está usando o Vasalgel, por exemplo, ele só precisaria receber uma outra injeção, que retiraria o produto do organismo e restauraria o fluxo de esperma, sem ter de esperar meses ou anos pela reversão.
O estudo em babuínos evidenciou a eficácia da criação. Três animais receberam as aplicações e todos mantiveram relações sexuais com grupos de 10 a 15 fêmeas. Em nenhum caso houve fecundação
Graças aos bons resultados e ao novo investimento da David e Lucile Packard Foundation, no ano de 2015 as pesquisas em humanos devem começar a ser realizadas. Segundo a Fundação, eles esperam disponibilizar as injeções a preços acessíveis. “O custo será mais baixo do que uma televisão”, informa o site.
Como as pílulas anticoncepcionais são capazes de aumentar os riscos de problemas cardíacos, pressão alta, náuseas, e até mesmo depressão; a opção do Vasalgel como contraceptivo masculino pode ser um dos maiores avanços medicinais da história.

Mais informações: newmalecontraception
http://www.correiodoestado.com.br/ciencia-e-saude/novo-anticoncepcional-masculino-deve-chegar-em-2017/227058/



Camisinha que mata vírus da Aids deve começar a ser vendida nos próximos meses

Desenvolvido por pesquisadores australianos, o preservativo contém um gel que elimina 99,9% dos vírus

(FOTO: PAUL KELLER/FLICKR/CREATIVE COMMONS)

O preservativo é um método seguro para evitar as doenças sexualmente transmissíveis, mas não oferece uma proteção completa – falhas e infecções ainda podem ocorrer. Pensando em reduzir ainda mais estes riscos, a empresa farmacêutica australiana Starpharma desenvolveu um produto chamado Vivagel, capaz de neutralizar 99,9% dos vírus da Aids, herpes e HPV.
A substância foi recentemente aprovada pelo governo da Austrália, e uma parceria com a fabricante de preservativos Ansell promete, dentro dos próximos meses, colocar no mercado do país uma linha de camisinhas com o Vivagel incluído no lubrificante.
“Quanto maior o número de partículas virais a que se é exposto, isso tipicamente se traduz em uma chance maior de infecção”, disse a doutora Jackie Farley, executiva da Starpharma, em entrevista à rede australiana ABCNews.
Além do mercado australiano, a farmacêutica também já firmou parceria no Japão: a Okamoto, maior fabricante de preservativos do país, deve começar a produzir em breve uma linha com o gel. No Brasil, a Ansell marca presença com a marca Blowtex, portanto também tem a opção de vender camisinhas com o Vivagel por aqui.



LEMBRE-SE: para prevenção de DST, use camisinha!!!



Truvada: nova forma de prevenção contra AIDS em homossexuais

Cientistas obtiveram um grande avanço na luta contra a AIDS. Um comprimido já utilizado no tratamento da doença se revelou como uma poderosa arma na proteção da saúde de homens homessexuais contra a infecção pelo vírus HIV, apontou estudo.



O medicamento, chamado Truvada (emtricitabine/tenofovir), que já foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration – EUA) no tratamento da AIDS em pacientes infectados, funciona diminuindo a carga viral que circula na corrente sanguínea. Porém, ensaios clínicos mostram que o mesmo medicamento pode proteger pessoas não infectadas, com alto risco de adquirirem o vírus, se a droga for tomada diariamente antes e depois da exposição ao vírus.

A aprovação do medicamento na utilização preventiva é controvérsia. Pesquisadores e especialistas em saúde pública temem que o comprimido dê uma falsa sensação de segurança e encoraje a não utilização de camisinha e outras formas de proteção, porém, segundo estudos, o oposto ocorreu – o sexo desprotegido diminuiu. A própria FDA determinou que com os benefícios trazidos pelo Truvada na prevenção, vale a pena a aprovação do medicamento para esta finalidade.

Médicos envolvidos no estudo afirmam que os resultados mostrados até agora indicam um grande avanço nas pesquisas sobre prevenção da AIDS. Estes especialistas relatam ainda que a utilização do medicamento na prevenção da doença pode inibir a epidemia que há entre homens gays. Mas alertam que esta prevenção pode não ser aplicável a indivíduos expostos ao HIV através de sexo entre homem e mulher, pelo uso de drogas ou por outras formas de exposição. Estudos com estes grupos estão em desenvolvimento ainda.

Na prática, o preço do medicamento pode limitar o seu uso. Os comprimidos custam de 5000 a 14000 dólares por ano nos EUA, mas somente 30 centavos por dia em alguns países pobres, onde são vendidos na forma genérica. Análises do custo-efetividade devem ser realizadas para avaliar se convênios ou programas do governo devem pagar por eles.

O estudo envolveu 2500 homens em alto risco de infecção pelo HIV no Peru, Equador, Brasil, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos. Os países subdesenvolvidos foram escolhidos por causa dos altos índices de infecção pelo HIV e pela população diversificada. Mais de 40% dos participantes já aceitaram dinheiro por sexo pelo menos uma vez. No início do estudo, cada participante tinha 18 parceiros em média; houve redução para cerca de 6 ao fim.

Foram admistrados Truvada ou comprimidos placebo aos homens. Todos fizeram testes de HIV, receberam comprimidos e aconselhamento mensalmente. A cada 6 meses, testes para outras doenças infecciosas foram realizados e tratamento dado quando necessário. Após pouco mais de um ano, havia 64 infecções entre os 1248 homens que receberam o placebo e, somente 36 entre os que receberam Truvada.

Entre homens que receberam o medicamento pelo menos por metade do tempo, o risco caiu 50%, enquanto os que receberam por 90% do tempo ou mais tiveram o risco reduziu em 73%. Os efeitos colaterais observados foram praticamente os mesmos para o placebo e Truvada, sendo considerados leves.

Pesquisadores responsáveis pelo estudo afirmam que se o medicamento for aprovado para prevenção da doença, não será hora de homens gays e bissexuais descartarem suas camisinhas. Esta forma de proteção deve continuar sendo a primeira linha na defesa contra o vírus, já que além de prevenir doenças sexualmente transmissíveis, ela também previne uma gravidez indesejável.


Fontes:
  • http://thegrio.com/2010/11/23/aids-pill-helps-gay-men-avoid-hiv-infection-study-says/
  • http://start.truvada.com/
  • http://healthland.time.com/2012/07/17/truvada-5-things-to-know-about-the-first-drug-to-prevent-hiv/
  • http://healthland.time.com/2011/12/01/treatment-as-prevention-how-the-new-way-to-control-hiv-came-to-be/



Tricomoníase: A doença que está no mundo todo!

Tricomoníase:  A doença que está no mundo todo!


Você sabia que a Tricomoníase é a doença sexualmente transmissível não viral mais comum no mundo?
Isso mesmo! Esta doença lidera o hanking das doenças que mais afetam nossa população global! Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), foram estimados cerca de 170 milhões de casos de Tricomoníase no mundo anualmente em pessoas entre 15 e 49 anos, e o mais preocupante é que a maioria dos casos correspondem ao sexo feminino(92%).
Sendo assim, faz se imprescindível o conhecimento sobre a profilaxia e também sobre o tratamento desta vaginite ( saiba mais sobre os diferentes tipos de vaginites nas postagens anteriores do blog!)



Sabendo mais sobre a doença...
Essa patologia é causada por um protozoário flagelado conhecido como Trichomonas vaginalis, que tem habilidade de parasitar com sucesso um ambiente hostil através dos vários mecanismos pelos quais estabelece sua patogenicidade e também por sua capacidade de evadir a resposta imune do hospedeiro. Ou seja, ela é uma doença oportunista que se aproveita das ocasiões em que o sistema imune está em baixa e ataca! Nesse sentido, diversas causas podem levar a baixa da imunidade como, por exemplo, stress excessivo, uso de antibióticos por períodos prolongados, depressão, tabagismo, uso de drogas, entre outros. No entanto, é importante ressaltar que trata-se de uma doença de transmissão através da relação sexual!




Sinais e Sintomas
Podem variar de pessoa para pessoa mas os mais comuns são:

  • ·         Corrimento vaginal (amarelo esverdeado, espumoso)
  • ·         Prurido vaginal (Coceira vaginal)
  • ·         Ardência
  • ·         Desconforto durante as relações sexuais
  • ·         Algumas pessoas são assintomáticas


Prevenção
Segundo os dados  do Departamento DST, Aids e hepatites Virais, a maioria das pessoas infectadas não sente alterações no organismo. Por isso, a prevenção  é a melhor escolha! As mesmas medidas profiláticas destinadas à outras DSTs, como prática de sexo seguro e uso de preservativos são as principais recomendações. E ainda, as mulheres devem fazer rotineiramente o Exame preventivo ou Papanicolau que, além que diagnosticar esta DST, também previne contra outras graves doenças sexualmente transmissíveis.(Saiba mais sobre o Papanicolau nas postagens anteriores no blog!)


Tratamento
Se você tiver alguma suspeita  de ter contraído a doença, deve procurar o seu médico, que é o profissional qualificado para prescrever o tratamento adequado. É  simples e prático, sendo que o uso do antibiótico Metronidazol é comumente indicado  bem como a abstinência sexual durante o tratamento. Lembrando que ambos parceiros sexuais devem tratar-se simultaneamente, ou seja, se a mulher for diagnosticada com a tricomoníase o seu parceiro também deverá ser medicado e vice-versa.


Lembre-se: Prevenir-se é fundamental!





Fontes:
  • ·         Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

(Portal sobre aids, doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais)
  • ·         Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial
  • ·         Portal da Saúde ( Ministério da Saúde)
  • ·         GERBASE, A. C. et al. Global prevalence and incidence estimates selected curable STDs. Sex Transm Inf, v. 74, p. S12-S16, 1998.  


Camisinha: sete erros

Será que você pode colocar a camisinha de qualquer maneira? NÃO!
Alguns erros na hora de usar o preservativo podem fazer com que toda a sua eficácia seja destruída. Para ajudar a evitar que a eficácia e a segurança do preservativo sejam colocados em risco, está aí uma lista de erros mais comuns ao se usar camisinha:



1) Colocar a camisinha pelo lado errado
Quando a camisinha é desenrolada do lado errado, deve ser descartada. Como saber se isso aconteceu? É simples. O rolamento até a base do pênis será mais difícil. Se isso acontecer é porque está do lado errado. Deve-se pegar outra.

2) Desenrolar a camisinha na mão e não no pênis
Para começar, fazer isso vai dificultar na hora de colocar o preservativo. Além disso, ao manuseá-la o risco de entrar ar aumenta. Se o ar entrar, a chance de ela se romper durante a relação é grande.

3)Esquecer de deixar uma folga no preservativo
É necessário deixar um espaço livre da camisinha na ponta do pênis e depois desenrolar até a sua base. Esse local livre será onde ficará o sêmen. Fazer isso é simples. Basta pressionar a ponta do preservativo para tirar todo o ar (deixar um pouco de "vácuo") e só depois desenrolar.

4) Usar mais de um preservativo
Há quem ache que ao colocar mais de uma camisinha ficará mais seguro. Porém, o que acontece é que a segurança diminui. Os preservativos ficam mais justos, além de ocorrer o atrito entre um e outro. Isso faz com que seja mais fácil o rompimento.

5) Usar a boca para abrir a embalagem da camisinha
Esse erro é muito frequente. O local para abertura da embalagem pode ser aberto com facilidade com as mãos. O uso da boca ou objeto cortante pode perfurar o preservativo e sua eficácia ficará comprometida.

6) Só tirar o pênis da vagina quando ele não está mais ereto
O correto é logo após ejacular, tirar o pênis da vagina para que a camisinha saia com ele. Caso contrário, há risco de ficar dentro da vagina e o sêmen entrar em contato com ela.

7) Deixar a camisinha exposta ao calor
Guardar no bolso, deixar na carteira ou exposta ao sol por muito tempo, pode danificar a camisinha. Caso tenha esquecido uma no bolso, descarte-a. 
O uso correto do preservativo pode proteger tanto você quanto seu (sua) parceiro(a). Esses cuidados simples e básicos são essenciais para que isso aconteça. 
Cuide-se!
Fonte: Grupo de Andrologia
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

Copyright © Sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis e prevenção | Facebook

UNIFAL | Pró-reitoria de Extensão