A pílula anticoncepcional surgiu durante os anos 60, e trouxe com ela uma revolução enorme navida das mulheres. Atualmente novos estudos estão levando a produção de um novo contraceptivo, porém dessa vez direcionado aos homens, e isto pode levar a uma divisão de responsabilidade entre o casal. Além disso, os benefícios que poderiam ser causados com esse novo método são um maior controlepor parte dos homens ao irem praticar uma relação sexual, e também aliviar o corpo das mulheres de uma carga exaustiva de hormônios. O novo medicamento chama-se "Vasalgel" e a tendência é que esteja no mercado a partir de 2018.
O fármaco atua como uma vasectomia reversível, e diferentemente da pílula usada pelas mulheres não leva hormônios e não necessita ser administrado todos os dias. O medicamento será usadona forma de uma injeção única que fará efeito por umperíodo prolongado.
O Vasalgel é um gel que será injetado (sob anestesia) no interior dos vasos deferentes (local por onde são transportados os espermatozoides produzidos nos testículos), nesse local esse gel forma uma barreira semipermeável que se acomoda nas pequenas dobras da parede do vaso. Com essa barreira o espaço dentro do vaso deferente diminui e os espermatozoides são grandes demais para passar, então eles acabam sendo reabsorvidos pelo organismo.
Com isso, o homem vai ejacular, mas sem espermatozoides, impossibilitando a fecundação.
Para reverter o quadro seria possível fazer uma lavagem do canal deferente com bicarbonato de sódio, assim o caminho voltaria a ficar livre, liberando a passagem dos espermatozoides. Contudo, é muito importante ressaltar que qualquermétodo contraceptivonão substitui o uso da camisinha, que além de também ter função sobre a contracepção, é o único método que protege contra as doenças sexualmente transmissíveis.
É cada vez mais comum acreditar que o sexo oral seja uma prática sexual segura, pelo fato de não existir chances de gravidez, e um suposto menor risco de contrair doenças.
Mas este é um pensamento é errado, alertam profissionais de saúde pública.
Para os profissionais, é visível que sexo oral sem segurança acarreta consequências à saúde da população: sendo possível contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, conversou com dois especialistas em saúde sexual para discutir e relatar cinco mitos populares sobre a prática do sexo oral relacionado a DSTs.
1. A boca não é meio de contrair doenças de transmissão sexual
Trata-se de um dos mitos mais relatados sobre o sexo oral.
"A afirmação é falsa, já que se pode contrair DSTs via sexo oral", afirmou Mariano Roselló Gayá, médico do Instituto de Medicina Sexual de Madri.
Gayá cita como exemplos o vírus do papiloma humano (HPV), herpes genital e gonorreia.
"É preciso educar principalmente a população jovem sobre esse aspecto", afirma. "A prevenção em forma de educação sexual deve prevalecer."
2. É melhor não escovar os dentes antes do sexo oral
Muitos dizem que é recomendável não escovar os dentes antes do sexo oral, para que não se produzam feridas na boca, reduzindo assim o risco de contágio de DSTs.
Mas é esta afirmação é sem fundamento.
"É importante manter uma boa saúde bucal, tanto visando o sexo oral como para a saúde em geral", afirmou Gayá.
O que é, sim, recomendável é evitar sexo oral quando existe qualquer tipo de sangramento ou queimadura na cavidade oral, pois estes facilitam um eventual contágio.
3. Não é necessário usar proteção no sexo oral
Considerado outro mito.
"Se os parceiros não tiverem se submetido a um exame completo para descartar a presença de DSTs, sempre se deve tomar precauções de método de barreira (não apenas anticoncepcional)", afirmou o especialista do Instituto de Medicina Sexual de Madri.
É aconselhável que, ao receber sexo oral, tanto o homem quanto a mulher utilizem camisinha, já que as mucosas são porta de entrada para infecções.
4. Se o pênis é retirado antes da ejaculação não há risco de contágio
Isto não é verdade, diz Gayá.
Ainda que seja pouco, há risco, pois o líquido pré-ejaculatório, que lubrifica o canal da urina para passagem do esperma, tem potencial de contágio.
"A prevenção contra DSTs deve ser através de métodos de barreira (camisinha desde o início do contato, ou protetores de látex) e da realização de exames médicos para descartar eventual presença de DSTs que não tenham se manifestado", afirma o médico.
5. O único perigo do sexo oral são as DSTs
A afirmação não está totalmente certa, segundo Francisca Molero Rodríguez, codiretora do Instituto de Sexologia de Barcelona e presidente da Federação Espanhola de Sociedades de Sexologia.
Apesar de que uma das causas mais frequentes de câncer bucal seja o tabagismo, alguns tumores estão associados à infecção por HPV, que é o mesmo responsável pela aparição de determinados tipos de verrugas genitais.
Roselló Gayá confirmou que esse vírus podem ser transmitido pelo sexo oral e, portanto, provocar câncer bucal.
Os riscos, entretanto, não devem impedir essa prática sexual.
"O sexo oral é uma prática cada vez mais generalizada e que pode ser muito gratificante", afirma Rodriguez. "Embora o risco (de contrair doenças) seja menor do que no sexo anal ou vaginal, sempre é recomendável usar proteção", acrescenta.
"Preservativos e lubrificantes com sabores podem favorecer esse tipo de prática. Há muitas variações no sexo oral: cada pessoa deve decidir a forma ou as formas que mais aprecia. Homens e mulheres gostam quando o sexo oral é feito com habilidade e erotismo", afrimou.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), estima, ao ano,
aproximadamente 357 milhões de novas infecções, entre clamídia, gonorreia,
sífilis e tricomoníase. É importante ressaltar que a presença de uma IST, como
sífilis, por exemplo, aumenta consideravelmente o risco de se adquirir ou
transmitir a infecção por Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Outro fator
preocupante é que a sífilis na gestação leva a mais de 300 mil mortes fetais e
neonatais por ano no mundo.
A Sífilis é uma doença bacteriana transmitida por meio de relações
sexuais e da mãe para o filho, durante a gestação ou o parto. Ela apresenta diversos estágios – primário,
secundário, latente e terciário, que caracterizam seu período de incubação e
sinais e sintomatologia. Na sífilis primária, o sintoma é uma ferida,
geralmente única, acompanhada ou não de íngua, no local de entrada da bactéria
que pode surgir no período de dez a noventa dias após o contágio. A fase
secundária da doença, que se inicia entre seis semanas e seis meses após o
aparecimento da ferida, traz como sintomas manchas no corpo – principalmente,
nas palmas das mãos e plantas dos pés – e há também a presença de ínguas.
A fase latente é assintomática e possui duração variável, podendo ser
interrompida pelo aparecimento de sintomas da forma secundária ou terciária. E,
por fim, o estágio terciário é o mais grave, com um período de incubação que varia
entre dois e quarenta anos e seus sintomas incluem lesões cutâneas, ósseas,
cardiovasculares e neurológicas, que podem levar à morte.
Mas
a sífilis tem cura?
Sim.
A infecção pode ser curada com um tratamento de algumas doses
de penicilina. Se a doença for diagnosticada no primeiro ano, a cura se resume
a apenas duas injeções de benzetacil, uma em cada glúteo. Esta injeção pode ser
administrada, inclusive, para grávidas. Se o diagnóstico só aparecer mais tarde
pode ser indicada a penicilina cristalina (uma versão mais poderosa do
antibiótico) administrada por meio de duas injeções por glúteo em três doses
semanais. Esse procedimento consegue até mesmo impedir a passagem da bactéria
da grávida para seu filho.
Mas por que a Sífilis, tornou-se uma epidemia no Brasil?
Existem
vários motivos prováveis e, como uma das
justificativas utilizadas pelo Ministério da Saúde, a queda no uso das
camisinhas pode ser uma razão. Mas a queda do uso do preservativo não
foi muito significativa pois, em 2004, 58,4% dos jovens de 15 a 24 anos usavam
o preservativo em relações casuais; em 2013 (ano da pesquisa ministerial mais
recente sobre o assunto), o número baixou para 56,6%. Um fato
interessante foi que o baixo custo da medicação (penicilina) que deveria
facilitar o acesso da população à droga, no entanto desestimulou a indústria
farmacêutica a fabricá-la e, em 2015, houve falta da medicação para a população
brasileira. Em 2016, como medida paliativa, o Governo importou mais de 1 milhão
de doses do antibiótico e outras 700 mil foram compradas de indústrias dentro
do país.
Mas não
há dúvida de que existe também uma importante parcela de culpa paterna pela
disseminação da doença uma vez que 62% dos parceiros de mulheres grávidas com
sífilis não tomam os medicamentos, dando continuidade ao ciclo da bactéria.Por isso, é imprescindível a conscientização
de homens e mulheres para ajudar na luta contra esta patologia. O uso correto e regular do
preservativo, masculino ou feminino, constitui-se uma medida importante para a
prevenção da doença. Além disso, o acompanhamento da gestante, durante o
pré-natal, também contribui para esse controle.
Fontes:
·http://super.abril.com.br/saude/a-nova-cara-da-sifilis
acesso em 14/06/2017
·http://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/especial-publicitario/unimed-centro-oeste-paulista/noticia/2017/06/saiba-mais-e-proteja-se-contra-dsts-com-orientacoes-da-unimed-cop-e-preocupe-se-com-o-que-realmente-importa-viver-.html
acesso em 14/06/2017
·http://www.aids.gov.br
·Boletim Epidemiológico da Secretaria de
Vigilância em Saúde, vol 47, n. 35, 2016
A higienização da região íntima muitas vezes é deixada
de lado pelo público masculino ao fato de que, diferente das mulheres, seus
órgãos estão dispostos externamente, e que dessa forma não necessita de tanto
cuidado. Essas situações são tradicionalmente encaradas como uma comodidade, e
claro, não são de postura correta.
A higiene do pênis é indispensável para mantê-lo saudável, explica o
urologista Thiago Ferreira, da clínica Doktor’s, em São Paulo, e membro titular
da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia). Na hora do banho, por exemplo,
o pênis deve ser lavado com especial atenção. Além de evitar mau odor, uma boa
limpeza evita infecções por fungo e bactérias e até mesmo o câncer de pênis.
Além das infecções, uma higiene precária pode gerar problemas mais
sérios à saúde do homem, como aumentar as chances de aparecimento do câncer,
que conforme a gravidade desse tumor pode levar até mesmo a amputação do pênis. Segundo
dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, esse tipo de tumor é
considerado raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora
possa atingir também os mais jovens.
Frequentemente, a falta de cuidado com a higiene pode levar a balanite,
uma inflamação na glande ou no prepúcio, causando coceira, ardor ou até mesmo
dor na glande, que se torna avermelhada e apresenta secreções purulentas.
Por outro lado, quando se tem uma higienização excessiva da região
peniana, as glândulas de Tyson - pequenas estruturas no pênis que ficam
entre a glande e o prepúcio e se parecem com bolinhas esbranquiçadas - ficam
aparentes, com um “aspecto visual muito parecido com verrugas e que normalmente
assustam e levam os indivíduos a se preocuparem muito e confundi-las
principalmente com HPV", explica o médico Sylvio Quadros, chefe do
Departamento de DSTs. Apesar de as glândulas terem características distintas às
de verrugas causadas por DST, como padrões de distribuição e localização,
apenas o médico especialista é capaz de fazer essa diferenciação com segurança.
Outro fato que gera discussões e dúvidas é a questão da depilação, que
apesar de relacionada com a higiene, não é recomendada, pelo menos não
frequentemente. Os pelos funcionam como uma barreira de proteção e quando
retirados, algumas bactérias podem se acumular no local e causar problemas.
Devido à anatomia do órgão genital feminino, as mulheres estão mais
expostas a fungos e bactérias e contraem doenças com mais facilidade, portanto,
a má higiene íntima masculina também pode ocasionar problemas às parceiras
sexuais.
A flora vaginal possuem
micro-organismos que em equilíbrio contribuem para proteção de todo o aparelho
reprodutor feminino. Dentre esses micro-organismos as bactérias podem ser
divididas entre: bactérias do bem e bactérias do mal.
Dentre as bactérias do bem se
destaca os bacilos de Döderlein,
também conhecidos como lactobacilos. São responsáveis pela manutenção do ph
vaginal ácido e protegem a vagina da proliferação de bactérias causadoras de
doenças.Já
dentre as bactérias do mal a Gardnerella Vaginallis, aparece com uma predominância
de 96% nos casos de Vaginose.
A
vaginose é proveniente de um desequilíbrio da flora vaginal, onde haverá uma
proliferação maciça bacteriana mista, incluindo além da Gardnella Vaginallis, a
Peptoestreptococcus e Micoplasma hominis. É considerada uma infecção genital,
que possui como principal característica um corrimento vaginal anormal e odor
desagradável e forte, que pode se intensificar durante o período menstrual.
Um
estudo recente no Centro de Saúde Sexual de Melbourne, na Austrália, relatou
que fazer sexo sem camisinha contribui para um desequilíbrio vaginal, deixando
as mulheres mais vulneráveis a infecções dentre elas o desenvolvimento de
vaginose.Foram
avaliadas a microbiota vaginal de 52 voluntárias a
cada três meses durante um ano. As participantes eram estudantes jovens com
idade média de 19 anos. As análises constataram que aquelas que tinham relações
sexuais sem camisinha eram mais propensas a ter a prevalência de bactériasassociadas à vaginose
bacteriana.
Fica então
o questionamento: Sexo sem camisinha é sempre prejudicial à saúde da mulher? Os
autores desse estudo acreditam que depois de um período a microbiota vaginal se
adapta às bactérias presente no pênis do parceiro. Mas se quando a troca de
parceiro e se, essa troca for constante a vagina pode gerar uma resposta
imunológica contra as novas bactérias causando uma inflamação que aumenta o
risco do desenvolvimento de uma doença inflamatória pélvica, uma condição grave
que pode levar à infertilidade.As
conclusões do estudo foram publicadas na revista New Scientist.
Fica como alerta
principal: USE SEMPRE A CAMISINHA!!!E a realização correta da higienização do pênis, afim de evitar a
propagação de outras bactérias, que podem não causar doenças, mas deixam as
mulheres mais suscetíveis a infecções que podem ser graves.
Equipe formada por acadêmicos dos cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Medicina e Odontologia da Universidade Federal de Alfenas (MG). Objetiva-se disseminar informações e conhecimento para promoção e prevenção da saúde pública.