Sífilis: Evolução da doença 



           A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser transmitida por relação sexual sem o uso de preservativos com uma pessoa infectada ou para a criança durante o parto ou gestação. Suas manifestações clínicas variam de acordo com os estágios da infecção. 
       
      Sinais e sintomas de acordo com a fase da doença:  
Primária:   Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele). Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha. 
Secundária: Manchas no corpo, normalmente não coçam, pode ocorrer febre, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. 
Sífilis latente – Não há sinais ou sintomas. 
É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). 
Terciária: Geralmente apresenta sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, cardiovasculares, neurológicas e ósseas. Esses sintomas podem surgir de 2 a 40 anos depois no início da infecção. 

Sífilis tem cura. O diagnóstico é realizado através de exames específicos, incluindo teste rápido, que é disponível nos serviços de saúde do SUS. Mas vale lembrar que é importante se prevenir sempre, uso correto da camisinha, tanto masculina quanto feminina e acompanhamento das gestantes e parceiros sexuais, para prevenção da sífilis congênita. 


REFERÊNCIAS



Vacina contra o vírus HIV: testes eficazes



      
         Pesquisadores estão satisfeitos com resultados de uma nova vacina contra o vírus HIV. Foi induzida uma substância para a produção de anticorpos contra uma das formas do vírus. O desenvolvimento da Vacina contra o vírus HIV, pela instituição de pesquisa médica Scripps Research, está sendo investigado desde a década de 90.                                               A pesquisa obteve bons resultados em macacos de espécie rhesus, conhecido também como Macaca mulata. Os Pesquisadores tinham como desafio treinar os animais a identificar os vírus, uma vez que seu sistema imunológico foi exposto ao trímero de proteína do envelope, e também fazer com que eles fossem capazes de produzir os anticorpos corretos contra o HIV.                                                                              A vacina foi testada em dois grupos de macacos rhesus, que já haviam sido imunizados em razão de outro estudo. Um grupo era composto de seis que desenvolveram baixos níveis de anticorpos nessa oportunidade e outros seis desenvolveram altos níveis de anticorpos.
A conclusão foi de que a vacinação funcionava nos animais de altos níveis de anticorpos, e que eles podem produzir um número suficiente deles contra o vírus Tier 2 de maneira a prevenir a infecção por HIV. Assim, os cientistas chegaram à primeira estimativa de níveis de anticorpos neutralizantes induzidos pela vacina necessários para proteger contra o HIV.
Referências:

Donovanose: uma IST pouco conhecida


A donovanose é uma infecção sexualmente transmissível (IST) pouco frequente, de maior prevalência em regiões de clima tropical e subtropical, causada pela bactéria Gram negativa Klebsiella granulomatis, anteriormente chamada Calymatobacterium granulomatis. Ela afeta igualmente homens e mulheres, e é mais frequente em pacientes negros e na faixa etária entre 20 e 40 anos. Tem caráter crônico e progressivo, e acomete principalmente pele e mucosas da genitália, da virilha e do ânus. É endêmica no Brasil, mas sua ocorrência vem apresentando declínio: no ano de 2011, estimava-se que ela representava 5% dos casos de IST.

A transmissão ocorre através do contato direto com as lesões durante a relação sexual desprotegida com indivíduo infectado. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, há relatos de ocorrência dessa infecção em crianças e pessoas com vida sexual inativa, o que permite inferir que a via sexual pode não ser a única forma de transmissão. O período de incubação varia de 3 dias a 6 meses. Já o período de transmissibilidade não é conhecido, mas acredita-se que ele dure enquanto existam lesões abertas em pele e mucosas.

Após o contágio, surge uma lesão com aspecto de nódulo ou pápula (caroço) no local de inoculação do patógeno. Essa lesão sofre erosão e adquire o aspecto de uma úlcera de coloração vermelha, que é indolor e sangra com facilidade. Conforme a extensão da úlcera aumenta, ocorre destruição da pele adjacente. Não ocorre linfonodomegalia (íngua). Muito embora o acometimento de pele e mucosas seja o mais comum, a bactéria pode acometer também as vísceras, por meio da disseminação hematôgênica, ou seja, através da corrente sanguínea. Além disso, a destruição da pele pela úlcera cria uma porta de entrada, que pode favorecer a infecção por outros microrganismos.

 Lesões da donovanose em suas formas ulcerosa (esquerda) e úlcero-vegetante (direita). Fonte: Bezerra, Jardim, Silva, 2011.


O diagnóstico da donovanose é eminentemente clínico, ou seja, pode ser feito pela constatação dos sinais e sintomas.  O diagnóstico laboratorial também é possível. Neste caso, é realizada uma biopsia da lesão e em seguida um esfregaço em lâmina. Constata-se a donovanose pela observação dos corpúsculos de Donovan ao microscópio. O tratamento dessa infecção é feito pelo uso de antibióticos, os quais só devem ser utilizados sob prescrição médica. Após o término do tratamento, o paciente deve voltar ao serviço de saúde para que um médico possa avaliar se as lesões desapareceram e se houve cura da infecção. O contato sexual deve ser evitado durante o tratamento e enquanto houver lesões ativas.

Corpúsculos de Donovan observados ao microscópio.  Fonte: Bezerra, Jardim, Silva, 2011.


Para a prevenção da donovanose, bem como de outras IST, é imperativo o uso de preservativo em toda relação sexual, seja ela oral, anal ou vaginal. A prevenção só é efetiva se a área das lesões estiver completamente coberta pela camisinha.



Fonte: Farol de notícias


REFERÊNCIAS

Bezerra SMFMC, Jardim MML, Silva VB. Donovanose. An Bras Dermatol. 2011;86(3):585-6.

Ministério da saúde. Donovanose. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-ist/donovanose>. Acesso em 17 Dez 2018.

Sociedade Brasileira de Infectologia. Donovanose. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/987/donovanose>. Acesso em 17 Dez 2018.

Dados Epidemiológicos sobre a AIDS



Este ano é comemorado 30 anos de luta contra a AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que é uma doença do sistema imunológico humano resultante da infecção pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana).    

Em 2013, foi difundida a garantia do tratamento para todos e com isso a taxa de mortalidade pela infecção passou de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017.   

Em 38 anos (1980 a junho de 2018), foram identificados 926.742 casos de aids no Brasil, um registro anual de 40 mil novos casos. Em 2012, a taxa de detecção de aids era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes e, em 2017, foram 18,3, queda de 15,7%.   

Com o aumento da testagem na Rede Cegonha, que é um pacote de ações para garantir o atendimento de qualidade, seguro e humanizada para todas as mulheres, com os seguintes componentes: pré-natal, parto e nascimento, puerpério e atenção integral à saúde da criança. Foi possível diminuir a transmissão vertical do HIV, no qual bebê é infectado durante a gestação. A taxa de detecção de HIV em bebê reduziu em 43% entre 2007 e 2017, caindo de 3,5 casos para 2 por cada 100 mil habitantes.

Um dado alarmante é a taxa de novos casos de infecção no sexo masculino que representa 73%, destes 70% dos casos  ocorrem entre homens na faixa de 15 a 39 anos. Assim, enfatiza-se a importância da prevenção pois só com as precauções é possível diminuir o número de casos de infecções pelo vírus HIV.




Referências:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/rede_cegonha.pdf

Retrovírus da família do HIV pode causar leucemia

Descoberto em 1980, o HTLV (Vírus T-linfotrópico humano) é um vírus da família do HIV, ainda sem cura e que pode causar, entre outras doenças, leucemia e paralisia nas pernas.
Apresenta dois tipos: o HTLV-1, que causa doenças neurológicas e leucemia, e o tipo 2 (HTLV-2), que ainda não foi associado a nenhuma patologia por conta de poucos estudos do vírus em questão.

Formas de Transmissão:
- Relações sexuais desprotegidas com parceiros (as) infectados (as);
- Compartilhamento de seringas e agulhas com pessoas infectadas;
- Transfusões sanguíneas (Desde 1993, todos os bancos de sangue do Brasil devem testar os doadores de sangue para o HTLV)
- De mãe para filho durante a gestação, no momento do parto e principalmente, durante o aleitamento.
É importante ressaltar que não se pega HTLV pelo beijo, abraço, utilização do mesmo banheiro, pelo ar (tosse ou espirro) nem pelo uso dos mesmos talheres.
Embora haja semelhança na forma de contágio, e os vírus HIV e HTLV pertencerem a uma mesma família chamada Retrovírus, eles são vírus diferentes. O HTLV não leva à AIDS, nem o vírus HTLV se transforma em HIV. A confusão pode acontecer porque, antigamente, o vírus HIV era chamado de HTLV-3 pelo fato de ter sido o terceiro retrovírus descoberto.

Sintomas:
De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos infectados não apresenta sintomas durante toda a vida. Apenas 10% deles podem desenvolver doenças associadas, como quadros neurológicos degenerativos, dermatológicos, urológicos e hematológicos.
Quando se manifestam, são sintomas como: dor na batata da perna e nos pés, na coluna lombar, fraqueza, dormência e formigamentos nos membros inferiores e perturbações urinárias. Nesses casos, em geral, instalam-se quadros neurológicos degenerativos graves.
Nos quadros de leucemia e linfomas, os sintomas mais comuns são: lesões cutâneas, descamação, gânglios infartados, alterações visuais e ósseas.

Diagnóstico
Muitas vezes, a pessoa descobre que é portadora do vírus por acaso, quando vai doar sangue, por exemplo.
O diagnóstico é feito somente por exame sorológico específico para pesquisa de anticorpos anti-HTLV-1/2 no sangue. Após os exames de triagem, geralmente utilizando teste de ELISA, existe uma necessidade, em caso deste teste ser reativo (positivo) da realização do teste para confirmar e diferenciar anticorpos anti-HTLV-1 e anti-HTLV-2, que pode ser sorolágico (Western blot) ou molecular (PCR).
Em casos de pacientes positivos, além da sorologia para HTLV-1/2, geralmente pede-se sorologia para agentes que, potencialmente, apresentam rotas similares de transmissão como o vírus da hepatite B, vírus da hepatite C, HIV e sífilis. Os exames de sangue solicitados são: hemograma completo, contagem de linfócitos T CD4/CD8, cultura de linfócitos, parasitológico, glicemia, DHL. Caso o paciente apresente sintomas, deve seguir as orientações do (s) médico (s) que o assistem em relação aos retornos. Indivíduos portadores assintomáticos devem consultar-se com intervalo de um ano.
Tomar conhecimento da infecção é fundamental para controlar a transmissão do vírus.

Tratamento:
Como o risco do desenvolvimento da doença associado ao HTLV-1 é muito baixo, não existe indicação de tratamento nos casos assintomáticos, até o momento.
Os casos onde existem sinais comprovados de doença associada ao HTLV-1, o tratamento é direcionado de acordo com o quadro desenvolvido e pode ser realizado no SUS. Quanto mais cedo se tratam as doenças causadas pelo HTLV, maiores são as chances do tratamento ser eficaz.

Prevenção
Entre as orientações para prevenir que se contraia o vírus estão o uso de preservativo masculino ou feminino (disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde) em todas as relações sexuais, e o não compartilhamento de seringas, agulhas ou outro objeto cortante. Também é recomendável que as mulheres, que estejam grávidas ou pretendam engravidar, peçam ao seu médico para averiguar a possibilidade da infecção pelo HTLV.

Referências:
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