Mais um motivo para usar o preservativo: O vírus Zika pode ser transmitido através da relação sexual




Zika Vírus (ZKV) é um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti (mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya) e o Aedes albopictus. Os primeiros casos em seres humanos foram relatados, na Nigéria em 1954, no Brasil os primeiros casos de Zika vírus notificados foram em 2015, no Rio Grande do Norte e na Bahia. Atualmente, sua presença já está documentada em cerca de 70 países.

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.

Porém o grande problema é que a gestante pode transmitir o ZKV para o feto durante a gravidez e essa forma de transmissão está relacionada a ocorrência de microcefalia e outros defeitos cerebrais graves do feto, além disso, alterações articulares, oculares e outras malformações vem sendo relacionadas à transmissão do ZKV da mãe para o feto e estão em estudo. O Brasil é o país mais afetado com mais de 1.600 casos confirmados de microcefalia.

O principal modo de transmissão do vírus é pela picada do Aedes aegypti, porém recentemente descobriram que o vírus pode ser transmitido por relação sexual sem o uso de preservativo, mesmo que a pessoa infectada não apresente os sintomas da doença. Existem estudos em andamento para descobrir por quanto tempo o ZKV permanece no sêmen e nos fluidos vaginais das pessoas contaminadas e por quanto tempo ele pode ser transmitido aos parceiros sexuais. No sêmen, alguns trabalhos científicos relatam um longo tempo de permanência do ZKV, mesmo muito depois do desaparecimento dos sintomas.

Até 26 de Agosto de 2016, a transmissão do vírus Zika por via sexual foi notificada em onze países (Estados Unidos da América, Itália, França, Alemanha, Nova Zelândia, Argentina, Chile, Peru, Portugal, Canadá e Espanha).

Os meios de transmissão saliva, urina ou leite materno ainda não foram confirmados. Apesar de o vírus ter sido identificado nesses fluídos corporais de pessoas contaminadas com o Zika vírus, não existem relatos de que ocorra transmissão por essas vias.

Por isso vale ressaltar a importância o uso do preservativo uma vez que além de proteger contra IST's protege também da transmissão do Zika e de uma gravidez indesejada, que quando combinada com ao ZiKa vírus pode levar a problemas sérios ao feto.

Referências:
Organização mundial da saúde: http://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/204421/WHO_ZIKV_MOC_16.1_por.pdf;jsessionid=CD0802A651954DC3B038A6EB47FE0CC6?sequence=5
http://combateaedes.saude.gov.br/pt/tira-duvidas
https://exame.abril.com.br/mundo/eua-confirmam-caso-de-zika-por-transmissao-sexual-no-pais/
https://exame.abril.com.br/mundo/espanha-tem-primeiro-caso-de-zika-por-transmissao-sexual/

Truvada: o novo genérico aprovado para comercialização no Brasil


  Na última segunda-feira (23) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o aval para a comercialização de alguns medicamentos genéricos inéditos no Brasil, que foi publicado no Diário Oficial da União. Um deles é o Entricitabina combinado com Fumarato de Tenofovir Desoproxila, produto que fará parte do arsenal terapêutico utilizado para o tratamento de pessoas vivendo com HIV. O medicamento de referência é o Truvada, cujas indicações incluem a profilaxia pré-exposição (PReP), usada para reduzir o risco de infecção pelo vírus adquirido sexualmente em adultos de alto risco. No Brasil, a detentora do registro é a Blanver Farmoquímica e Farmacêutica S/A.


              



  Entre os produtos aprovados pela Anvisa, estão também o genérico inédito Bilastina, indicado para o tratamento sintomático de rinoconjuntivite alérgica (intermitente ou persistente) e urticária, e o Perindopril Erbumina combinado com Indapamida, indicado para o tratamento da hipertensão arterial.

  A profilaxia pré-exposição (PrEP) é indicada contra o HIV para grupos de risco. A estratégia envolve o uso diário do medicamento Truvada por pessoas que não têm o vírus. O objetivo é proteger grupos que estão mais expostos ao risco de infecção.

Mas o que é profilaxia pré-exposição?

  A Profilaxia Pré-exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana, o HIV, é uma estratégia de prevenção que envolve a utilização de um medicamento antirretroviral (ARV), por pessoas não infectadas, para reduzir o risco de aquisição do HIV através de relações sexuais. O medicamento ARV irá bloquear o ciclo da multiplicação desse vírus, impedindo a infecção do organismo.

  O medicamento, que combina duas drogas, o tenofovir e a emtricitabina, precisa ser tomado por meses, diariamente, para proteger no caso de uma possível exposição ao vírus. Ele impede em mais de 90% dos casos a contaminação pelo vírus HIV e deve ser usado como método complementar ao sexo seguro.

  Especialistas alertam que esse tipo de estratégia deve ser aliada a outras medidas preventivas. Quem optar por adotá-la, por exemplo, deve ser aconselhado a continuar usando a camisinha, a fazer testes de HIV periodicamente e a tratar outras DSTs, que costumam deixar o paciente ainda mais vulnerável à infecção por HIV.
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 Matéria da revista Época divulgada em Maio de 2017:

“...a ampliação da oferta de PrEP no Brasil esbarra no custo. A compra dos 7 mil tratamentos custará ao Ministério da Saúde US$ 1,9 milhão. Em março, o relatório inicial da Conitec levou em consideração o preço oferecido pela empresa Gilead, que fabrica o medicamento de marca usado na PrEP, o Truvada. Com o preço de US$ 0,75 por comprimido, pagar a prevenção para um único usuário durante um ano sairia por US$ 276 (cerca de R$ 860).”
“...o Truvada, produzido pela farmacêutica americana Gilead, a requisitante da patente no Brasil, é considerado um medicamento de alto custo. Nos EUA, onde é usado como PrEP desde 2012, um mês de tratamento já chegou a custar US$ 1.000.
Preço acessível
  Pela legislação brasileira, esse tipo de produto deve ser disponibilizado no mercado com um desconto de, pelo menos, 35% em relação ao preço máximo da tabela da Anvisa. Para a Anvisa, a incorporação de novos genéricos é importante porque amplia o acesso dos pacientes a medicamentos com um custo mais acessível e no caso, a PrEP pode alcançar e beneficiar então um maior número de indivíduos. 

Prevenção e proteção caminham juntas 

  O Ministério da Saúde estuda desde 2014 incorporar o Truvada a sua política pública de distribuição de medicamentos. Encomendou então uma pesquisa com 500 voluntários, no Rio de Janeiro, em São Paulo e Porto Alegre, para entender se os brasileiros teriam disciplina para usar o medicamento todos os dias e se não abandonariam o preservativo por já se sentirem seguros com o remédio. Esse é o pior dos pesadelos de especialistas que são contra esse tipo de prevenção. Há a possibilidade de as pessoas apostarem apenas no comprimido como prevenção, em vez de usá-lo como complemento, e se exporem ao vírus, ao não usarem preservativo. Se elas não tomarem o remédio rigorosamente todo dia, aumentarão seu risco de contrair o vírus HIV. Os resultados preliminares sugerem que tomar o Truvada não afetou a disposição dos participantes para usar preservativos.

Referências: 


HIV indetectável também é intransmissível



Fonte: FREITAS, 2018.


Três estudos realizados durante dezoito anos, iniciando-se no ano de 2000, em várias partes do mundo (dentre estes o Brasil), com casais de diferentes sorotipos e orientações sexuais, chegaram à mesma conclusão:

“Pacientes HIV positivo, com carga viral persistente suprimida, não transmitem o vírus via sexual, mesmo sem a utilização do preservativo.”

Estudos:

1.  HPTN 052
No período de 2005 á 2015, acompanhou-se 1.763 casais sorodiferentes, homossexuais e heterossexuais, em 13 instituições de nove países diferentes, como, Botswana, Brasil, Índia, Kênia, Malawi, África do Sul, Tailândia, Estados Unidos e Zimbábue.
Tais casais foram divididos aleatoriamente em dois grupos, um em que os pacientes iniciaram o tratamento antirretroviral (TARV) precocemente e o outro não, sendo que as práticas sexuais dentre os cônjuges era realizada sem uso de preservativo.
Resultados preliminares de 2011 demonstraram que 39 indivíduos, inicialmente HIV negativo, haviam sido infectados, sendo que dentre estes 1 foi proveniente de um paciente HIV positivo em TARV. Após o ocorrido, o tratamento foi oferecido para todos os pacientes HIV positivo até 2015.
Ao final da pesquisa, notou-se que há redução de 93% de transmissão do HIV quando o TARV é iniciado de forma precoce.

2.  PARTNER
Cadastrou-se 1166 casais de diferentes sorotipos em 75 clínicas de 14 países europeus. Destes, 61,7% eram heterossexuais e 38,3% homossexuais, sendo que todos os pacientes HIV positivo estavam em TARV supressivo (carga viral menor que 200 cópias/mL).
Novamente, durante as análises as relações sexuais foram mantidas sem a utilização do preservativo, sendo que houve onze novas infecções por HIV, e por meio de pesquisas filogenéticas nenhuma foi transmitida pelo parceiro com carga viral suprimida.

3.  OPPOSITES ATTRACT
Acompanhou-se 358 casais homossexuais homens, sorodiferentes, da Austrália, Brasil e Tailândia entre os anos de 2012 á 2015. Neste caso, houve três novos casos de HIV, sendo comprovada por pesquisa filogenética do vírus demonstrou que nenhum era proveniente do paciente em tratamento de TARV com carga viral suprimida.

Desta forma, nota-se que pessoas com HIV ou Aids (PVHA) que estejam em Terapia antirretroviral e que alcançaram carga viral indetectável por pelo menos seis meses, tem chances insignificantes de transmiti-la, protegendo não apenas o soropositivo, mas também de novos contágios. Além disto, tais conclusões podem ajudar no estigma ligado ao HIV, encorajando pacientes com HIV e Aids a iniciar e aderir ao tratamento com antirretrovirais eficazes.
Entretanto, é importante salientar, que nem todos os pacientes em TARV apresentaram a carga viral indetectável, pois podem haver outros fatores que devem ser levados em consideração, como, a adequada adesão ao tratamento proposto, controle de outras IST’s (infecções sexualmente transmissíveis) e relações desprotegidas com parceiros de outras sorologias HIV-desconhecidas ou carga viral detectável.
Logo, a utilização de preservativo feminino ou masculino continua sendo a melhor opção para se evitar  IST’s, como, HIV e Aids!


Fonte: Keep Calm and Posters


Referências Bibliográficas

FREITAS, K. HIV indetectável é intransmissível. Disponível em <http://www.drakeillafreitas.com.br/hiv-indetectavel-e-intransmissivel/>. Acesso em 8 de Abr. de 2018.

GRUPO DE INCENTIVO A VIDA – GIV. Indetectável = intransmissível. Disponível em <http://giv.org.br/HIV-e-AIDS/Indetectavel=Intransmissivel/Folder_I=I.pdf>. Acesso em 8 de Abr. de 2018.



Será que finalmente estamos perto de ter o anticoncepcional masculino? Conheça o DMAU, o medicamento que apresentou bons resultados no primeiro mês de testes


No encontro anual da Endocrine Society (Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos), uma pesquisa em específico foi muito aguardada e chamou muita atenção: um anticoncepcional hormonal masculino, com uso muito semelhante ao do anticoncepcional oral feminino, completou recentemente 30 dias de testes clínicos. A substância presente no medicamento é o undecanoato de nandrolona, mas seu nome foi simplificado para DMAU, sua sigla em inglês.
O estudo foi desenvolvido pelo instituto Nacional de Saúde dos EUA e contou inicialmente com 100 voluntários, sendo todo eles homens saudáveis de 18 a 50 anos. Destes, 17 desistiram de sua participação ao longo do estudo, de forma que 83 homens chegaram ao fim dos testes. Durante um mês, os voluntários, divididos em grupos, receberam doses diferentes do medicamento, e alguns receberam placebo - pílulas sem substâncias medicamentosas. Após 28 dias, os voluntários que receberam a dose mais alta de DMAU – 400mg – demonstraram baixos níveis de todos os hormônios necessários à produção de esperma, como a testosterona, o que é um indicativo da eficácia do medicamento. De acordo com os autores do estudo, “Apesar de terem níveis baixos de testosterona circulando [no sangue], pouquíssimos participantes relataram sintomas de deficiência ou excesso do hormônio”. Os testes também demonstraram, ao menos em um primeiro momento, que o medicamento é seguro: não houve prejuízo a órgãos vitais, como fígado e rins, os quais foram acompanhados ao longo do processo. Também não foram relatadas ocorrências de diminuição da libido. Como efeitos colaterais, encontrou-se apenas uma pequena redução do HDL – “colesterol bom” – e discreto ganho de peso.
Os efeitos colaterais discretos são uma grande vantagem do DMAU em relação a outro possível anticoncepcional masculino que apareceu em 2016, mas que posteriormente teve os testes suspensos. Este outro medicamento consistia em uma injeção contendo testosterona sintética e enantato de noretisterona, um derivado de progesterona e o estrogênio. Apesar de parecer promissor, tendo demonstrado 96% de eficácia em prevenir a gravidez, os voluntários do estudo manifestaram sintomas indesejados. Alguns dos sintomas são aqueles já conhecidos pelas mulheres que fazem uso da pílula: acne, mudanças na libido e transtornos de humor. No entanto, o efeito mais alarmante, que determinou o fim dos testes, foi a diminuição da contagem de espermatozoides de alguns voluntários do estudo, a qual continuava baixa, indicando infertilidade, mesmo após dois meses sem tomar a medicação.
Apesar das grandes expectativas em torno do DMAU, testes mais longos e com maior número de voluntários precisam ser realizados para avaliar a existência de efeitos colaterais indesejáveis a médio e longo prazo, bem como para avaliar qual o tempo necessário para que a fertilidade seja completamente recuperada após o homem parar de ingerir o medicamento.

REFERÊNCIAS

RUPRECHT, Theo. Novo anticoncepcional masculino se sai bem em estudo. Agora vai?. Disponível em: <https://saude.abril.com.br/medicina/novo-anticoncepcional-masculino-se-sai-bem-em-estudo-agora-vai/>. Acesso em: 09 Abril 2018.

LEONARDI, Ana Carolina. Anticoncepcional masculino tem sucesso no 1º mês de testes. Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/anticoncepcional-masculino-tem-sucesso-no-1o-mes-de-testes/>. Acesso em: 09 Abril 2018.

Entenda o que muda com o Novo Protocolo de tratamento de hepatite C



O Novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Hepatites Virais foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (15). Agora, todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C contarão com tratamento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente do grau de dano no fígado.

Com a ampliação da assistência, o Ministério da Saúde busca eliminar a enfermidade até 2030. Ainda para 2018, a expectativa é ofertar tratamento para mais 50 mil pessoas com hepatite C.
Terapia
Novas indicações de tratamento, como nos casos de coinfecção de hepatite B e C, serão priorizadas, independentemente do grau de fibrose.

Acesso
Ampliação do acesso ao atendimento aos pacientes com hemoglobinopatias e outras anemias hemolíticas, hemofilia e outras coagulopatias hereditárias que acentuam a evolução da lesão hepática.

Menos burocracia
Tratamento para casos recém-diagnosticados com doença hepática avançada. Antes era necessário o paciente apresentar cargas virais para comprovação.

Cirrose
Extensão do tratamento de 12 para 24 semanas para os casos de genótipo 3 com cirrose.

Fibrose
Métodos não invasivos para avaliar o tecido fruto de cicatrização e indicação de tratamento imediato: APRI e FIB4 como primeira escolha.

Medicamento
Incorporação de novas terapias para hepatite C com genótipo 1 e 4, que inclui os medicamentos elbasvir + grazoprevir e ledispavir + sofosbuvir (com menos efeitos colaterais).


“Esse é mais um passo que o Brasil dá para garantir amplo acesso ao tratamento de hepatites”, afirma Ricardo Barros, ministro da Saúde, em nota à imprensa. O governo tem como meta eliminar a hepatite C do país até 2030.

Na prática, a primeira grande mudança envolve a universalização do atendimento. Antes, só pacientes com lesões no fígado mais graves ou longas poderiam começar o tratamento na rede pública. Agora, a infecção por si só já garantirá esse acesso – estima-se que, no Brasil, de 600 a 700 mil pessoas têm o vírus da hepatite C no corpo.

“Isso é importante, porque, quanto mais cedo iniciamos o tratamento, mais conseguimos preservar o fígado e outras partes do corpo atingidas pela hepatite C”, avalia a infectologista Anita Campos, diretora médica da Gilead.

Essa farmacêutica, aliás, é detentora de um dos novos medicamentos que serão disponibilizadas no SUS graças ao novo PCDT. Trata-se de um comprimido com ledispavir e sofosbuvir, duas moléculas que atacam diferentes pontos do vírus em questão.

A droga está focada em pacientes com o genótipo 1 da doença – uma versão de hepatite C que corresponde a mais ou menos 70% dos casos no Brasil.

A chance de cura com ela vai de 95 a 99%, enquanto os efeitos colaterais são bem controláveis (estamos falando de náusea e dor de cabeça, por exemplo).

“É o primeiro tratamento com um único comprimido diário, o que facilita a adesão”, completa Anita. O fármaco costuma ser administrado por oito a 12 semanas. Em alguns casos, essa estratégia pode se prolongar por 24 semanas.

Outros subtipos da doença também estão contemplados. Para o genótipo 4, por exemplo, foi incorporado um remédio que une os princípios elbasvir e grazoprevir, da MSD. Em linhas gerais, ele também oferece mais chance de cura e poucos efeitos colaterais.

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